- A Azure Photon, startup da FEUP, desenvolveu um dispositivo que pretende substituir baterias descartáveis por energia renovável contínua, via células solares de perovskita.
- O projeto visa reduzir resíduos electrónicos, baixar custos de manutenção e melhorar a eficiência energética de edifícios e operações, alinhando-se às metas europeias de neutralidade carbónica e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas.
- Foi anunciado o primeiro dispositivo de perovskita hermeticamente selado com frita de vidro, combinando elevada eficiência, longa vida útil e fiabilidade energética.
- Os dispositivos IoT, que incluem sensores e contadores, estão a aumentar rapidamente; estima-se que até 2030 existam mais de quarenta mil milhões de dispositivos em funcionamento, com baterias cuja vida útil média é de cerca de dois anos.
- A Azure Photon resulta da investigação do LEPABE, na FEUP, fundada por Seyedali Emami, Jorge Martins e Adélio Mendes, e pretende levar ao mercado as tecnologias de encapsulamento hermético com frita de vidro.
A Azure Photon, startup ligada à Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), anunciou ter desenvolvido um dispositivo que substitui baterias descartáveis por uma fonte de energia renovável e contínua. O serviço visa alimentar dispositivos IoT com energia a partir da luz interior, aumentando longevidade e eficiência.
A solução baseia-se em células solares de perovskita, produzidas com materiais abundantes e de baixo custo. A empresa descreve o protótipo como hermeticamente selado com frita de vidro, o que combina elevada eficiência, longa vida útil e fiabilidade energética.
Segundo os investigadores, o aumento do uso de IoT gera grande volume de resíduos devido às baterias que alimentam sensores de temperatura, humidade, movimento e qualidade do ar. A Azure Photon posiciona-se como spin-off da FEUP para evitar substituições frequentes e reduzir custos de manutenção.
Fundadores e origem tecnológica
A empresa foi criada pelos investigadores do LEPABE, Seyedali Emami e Jorge Martins, e pelo professor Adélio Mendes, do DEQB da FEUP. O objetivo é transformar a investigação universitária em soluções energéticas inovadoras e sustentáveis.
Desempenho técnico das perovskitas
As células de perovskita destacam-se pela capacidade de gerar eletricidade com baixa luminosidade. Em ambientes interiores, a eficiência de conversão atingiu 44,7%, superando tecnologias de silício e filmes finos.
Avanços de encapsulamento e estabilidade
A técnica de selagem hermética assistida por laser protege contra humidade e oxigénio, principais fatores de degradação. A frita de vidro proporciona uma barreira impermeável aos dispositivos.
Viabilidade comercial e impacto
As células já demonstraram 2500 horas de estabilidade em testes sob luz solar simulada. O know-how técnico tem origem direta na investigação do LEPABE e do FEUP, fortalecendo a viabilidade de levar a tecnologia ao mercado.
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