- Avistamentos de drones junto a aeroportos e infraestruturas críticas têm aumentado; no aeroporto de Munique, um avistamento levou ao desvio de pelo menos 26 voos e a atrasos em partidas.
- Na Alemanha, a Deutsche Flugsicherung registou quarenta drones em aeroportos nos primeiros três meses do ano, com origem ainda desconhecida e sem capturas até agora.
- A solução apresentada é o A1-Falke, um caça-drones desenvolvido pela Argus Interception em parceria com a Echodyne, que captura drones adversários usando uma rede.
- O funcionamento envolve radares da Echodyne para detetar o alvo e o drone interceptor da Argus para o capturar, com o processo final conduzido por um piloto humano.
- A legislação alemã foi atualizada para permitir cooperação entre polícia e forças armadas na defesa de infraestruturas críticas; críticos dizem que ainda falta meios para reagir a voos não autorizados.
Durante cerca de uma hora, o tráfego aéreo do aeroporto de Munique ficou parado após o avistamento de um drone. Vários voos não puderam aterrar e houve atrasos nas partidas. A ocorrência ocorreu na manhã de sábado, em Munique, na Alemanha.
Até ao momento, não há confirmação da origem dos drones avistados em aeroportos alemães. Segundo a Deutsche Flugsicherung, registaram-se 37 avistamentos no primeiro trimestre do ano, sem que qualquer aparelho tenha sido capturado.
Sistema de caça a drones
A Argus Interception, em parceria com a Echodyne, desenvolveu o A1-Falke, um drone que utiliza radar para localizar drones hostis e capturá-los com uma rede. O objetivo é prender o alvo intacto para análise posterior, reduzindo danos e destroços.
O sistema é descrito pela equipa como uma solução para áreas sensíveis, como aeroportos e infraestruturas críticas, onde abatimentos não são viáveis. O drone interceptor opera com duas cargas de rede, permitindo duas tentativas de captura.
Durante uma demonstração perto de Hamburgo, um drone inimigo foi rapidamente perseguido pelo A1-Falke e capturado nas malhas, após o que o equipamento foi recolhido com segurança. A operação é controlada por piloto humano, com apoio de inteligência artificial.
Como funciona o sistema
A Echodyne fornece o radar de longo alcance, o EchoShield, para localizar e seguir o alvo, enviando dados ao centro de operações. O EchoGuard atua a distâncias mais curtas, complementando a detecção. O A1-Falke utiliza o radar EchoFlight para acompanhar a captura.
A parceiro Argus explica que a captura ocorre de forma controlada para evitar danos colaterais. O objetivo é permitir a colocação do drone capturado onde for necessário para análise.
Perspetivas legais e operacionais
Especialistas destacam que voos sobre infraestruturas críticas podem ter consequências graves, com dados sensíveis que podem ser explorados em conflitos futuros. Em várias situações, a polícia tem sido a responsável pela remoção de drones, com as forças armadas a poderem apoiar quando solicitado.
Críticos apontam que ainda existem limitações legais e operacionais para responder a voos não autorizados, defendendo que sistemas de defesa específicos, como o drone intercetor, passam a ser considerados mais necessários no futuro.
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