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Pólos tecnológicos ajudam Europa a subir nos rankings globais

Investimento recorde em IA faz de Londres o principal polo europeu, elevando a posição da Europa no ranking global de ecossistemas tecnológicos

Europa em movimento
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  • A Europa apresenta maior densidade de ecossistemas tecnológicos de alto desempenho, destacando cidades como Cambridge e Ghent.
  • O valor empresarial per capita e o contínuo fluxo de empresas de deep tech e ciências da vida sustentam o ecossistema, com a Argenx avaliada em 41 mil milhões de euros.
  • Ghent está a desenvolver um novo setor de software, com a Aikido Security como exemplo recente.
  • Londres fica em quarto lugar global, impulsionada por investimento recorde em IA de 6 mil milhões de euros em 2025 e 138 unicórnios.
  • Paris mantém robustez em IA, com 4,3 mil milhões de euros em capital de risco; a IA representa cerca de 30% do investimento europeu, e Zagreb surge como a principal estrela emergente da UE, ocupando o 11.º lugar global.

Nos termos do Global Tech Ecosystem Index 2026, a Europa destaca-se pela densidade de ecossistemas tecnológicos de alto desempenho, num território mais reduzido. A análise mede investimento, valor empresarial, unicórnios e ligações universitárias.

A Dealroom.co aponta que a Europa concentra mais ecossistemas tecnológicos por habitante do que qualquer outra região. O fenómeno combina capital humano qualificado e forte ligação entre universidades e indústria.

Entre as cidades de menos de meio milhão de habitantes, Cambridge e Ghent surgem como os polos mais densos do continente. Ghent, na Bélgica, está no segundo lugar nesse grupo, impulsionado por valor empresarial per capita elevado.

Ghent beneficia de empresas derivadas em deep tech e ciências da vida, bem como de uma taxa elevada de empreendedores, muitos oriundos da universidade local. O ecossistema é alimentado por fluxos contínuos de startups.

Na Bélgica, Ghent destaca-se ainda pela emergência de software, com a Aikido Security como exemplo recente de consolidação nesse setor. O foco tem sido a transformação digital local.

Investimento recorde em IA coloca Londres no 4.º lugar global, segundo o índice. A capital britânica mantém o papel de principal polo europeu, com forte peso em IA, fintech e deep tech.

O ranking global privilegia grandes mercados, com a Baía de São Francisco em primeiro lugar, Nova Iorque em segundo e Boston em terceiro. Londres supera Paris na posição europeia em 2026.

No último ano, Londres captou 15,3 mil milhões de euros em investimento e alberga 138 unicórnios, entre os quais várias startups de IA. Investimento robusto sustenta o ecossistema londrino.

Paris continua a demonstrar força, especialmente em IA. A cidade recebeu 4,3 mil milhões de euros em financiamento de risco e lidera com empresas como Mistral, AMI Labs e Mirakl.

Estocolmo é a única outra cidade europeia no top 20 mundial. Entre as tendências emergentes, Istambul surge como estrela global e Zagreb cresce rapidamente entre as cidades da UE.

Entre as tendências regionais, Atenas, Sofia, Praga e Vilnius aparecem entre as primeiras da Europa de leste. O relatório sublinha que Rising Stars foca ecossistemas emergentes com base ainda menos consolidada.

A Dealroom.co reforça que o ranking Rising Stars reflete dinamismo regional, não uma mudança imediata no mapa da inovação global. O conjunto europeu continua a evoluir, com centros emergentes no leste e no sul do continente.

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