- Espanha inaugura o seu terceiro supercomputador quântico, no Barcelona Supercomputing Center (BSC), com um investimento de 9,8 milhões de euros.
- a máquina é quântico analógico e será ligada ao MareNostrum 5, permitindo combinar computação clássica, IA e quântica.
- foi concebida e construída pela empresa barcelonense Qilimanjaro Quantum Tech e financiada pela Comissão Europeia e pela Secretaria de Estado da Digitalização e Inteligência Artificial.
- no espaço da capela da Torre Girona, a secção quântica do MareNostrum 5, designada MareNostrum Ona, já contabiliza 4 200 horas de computação em 53 projetos de investigação.
- o equipamento integra a rede europeia EuroHPC Joint Undertaking e fortalece a soberania tecnológica da UE, com vários países a avançarem com computadores quânticos.
A Espanha inaugurou o seu terceiro supercomputador quântico, num investimento de 9,8 milhões de euros. O equipamento foi instalado no Barcelona Supercomputing Center (BSC) e ficará ligado ao MareNostrum 5, projetando a fusão entre computação clássica, IA e quântica.
O novo sistema foi concebido e construído pela empresa barcelonense Qilimanjaro Quantum Tech. O financiamento veio da Comissão Europeia e da Secretaria de Estado da Digitalização e Inteligência Artificial. Trata-se de um computador quântico analógico, diferente dos dois quânticos digitais já existentes no mesmo domínio.
Enquanto os computadores clássicos utilizam bits, os quânticos recorrem a qubits, que podem representar simultaneamente vários estados. Este recurso permite desenvolver algoritmos mais potentes e enfrentar problemas complexos com maior eficiência.
MareNostrum Ona e os projetos de investigação
Os três quânticos do BSC estão na capela da Torre Girona, onde já funciona o MareNostrum desde 2005. A secção quântica chama-se MareNostrum Ona. As duas primeiras máquinas, ativas desde fevereiro de 2025, somam 4 200 horas de computação em 53 projetos aprovados pela RES.
O novo equipamento integra a rede europeia de computação quântica via EuroHPC Joint Undertaking (EuroHPC JU). A iniciativa visa consolidar uma infraestrutura tecnológica europeia independente.
Enfoque estratégico e impactos
Núria Montserrat, conselheira da Generalitat, afirma que o projeto reforça a soberania tecnológica europeia face às big techs dos EUA. Com tecnologias desenvolvidas localmente e alianças europeias, a Espanha avança rumo à autonomia estratégica.
O programa reforça a estratégia europeia para reduzir a dependência de infraestruturas críticas. Analistas destacam que o investimento consolida o ecossistema tecnológico espanhol e europeu, alinhado com as metas da EuroHPC.
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