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Planos da NASA para base lunar permanente: o que já se sabe

Planos da NASA para base lunar permanente avançam com missões robóticas para 2026, visando presença humana duradoura no polo sul da Lua

Esta ilustração mostra o rover CLV-1 da Astrolab na superfície lunar.
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  • A NASA apresentou o plano Base Lunar para estabelecer uma presença humana permanente perto do polo sul da Lua, com missões robóticas iniciais previstas para 2026.
  • O objetivo é testar a tecnologia e, depois, exigir estadias de longa duração, com infraestruturas de energia, habitats e veículos para uso contínuo na superfície lunar.
  • As primeiras missões robóticas incluem o módulo de alunagem Mark 1 Endurance (Blue Origin), o Griffin (Astrobotic) com mais de 500 quilogramas de carga, incluindo o rover FLEX (Astrolab), e uma missão de experiências científicas via PRISM.
  • A base ficará junto ao Shackleton Connecting Ridge, área onde se supõe haver gelo de água em crateras sombreadas; a primeira fase foca-se na entrega de carga e instrumentos, antes da chegada dos astronautas.
  • A Artemis III está prevista para meados de 2027, com missões anuais à Lua após esse marco e, a longo prazo, a construção de infraestruturas permanentes entre 2029 e início de 2030.

A NASA apresentou o plano Base Lunar, uma estratégia para estabelecer uma base humana permanente na Lua. As primeiras missões serão robóticas, com o objetivo de preparar a superfície para presença humana contínua no final da década. A iniciativa insere-se no programa Artemis e visa testar tecnologias para futuras missões a Marte.

O polo sul lunar, especialmente a região Shackleton Connecting Ridge, é o foco inicial. A área é valorizada pela possível presença de gelo de água em crateras sombreadas, útil para água potável, oxigénio e combustível. A meta é apoiar estadias longas e operações robóticas, abrindo caminho para habitações e mobilidade humana.

Jared Isaacman, administrador da NASA, revelou planos para três missões da Base Lunar já em contacto com outras, com mais por anunciar. Lori Glaze, vice-administradora associada, destacou a presença contínua na superfície da Lua e a ampliação de capacidades humanas e robóticas.

Missões robóticas iniciais

A Blue Origin deverá enviar, até ao outono de 2026, o módulo de alunagem Mark 1 Endurance, transportando carga científica. A segunda missão empregará o módulo Griffin, da Astrobotic, para entregar mais de 500 quilogramas de material, incluindo o rover FLEX, da Astrolab. A NASA descreve esta entrega como a maior carga comercial já feita na superfície lunar.

Uma terceira missão destina-se a experiências científicas selecionadas pela iniciativa PRISM, segundo a agência. O plano enfatiza a construção de infraestruturas, sistemas de energia e habitats, ao longo de várias fases até ao início da década de 2030.

Quando voltam os astronautas?

A Artemis III está prevista para meados de 2027 e visa testar os sistemas de acoplamento entre a nave Orion e os módulos de alunagem desenvolvidos pela Blue Origin e pela SpaceX. A NASA planeia, a partir de 2028, enviar uma missão anual à Lua.

Na Artemis IV, os astronautas deverão transferir-se da Orion para um módulo de alunagem comercial que os levará até à superfície lunar. O objetivo é estabelecer uma presença sustentável na Lua e preparar-se para missões futuras.

O que os astronautas farão na Lua

Inicialmente, as estadias serão de curta duração, com testes de rovers, habitats e operações na superfície. Posteriormente, poderão existir veículos pressurizados que permitam viver e deslocar-se durante a exploração lunar. Carlos Garcia-Galan, responsável pelo Base Lunar, descreveu a ideia de utilizar o Rover Pressurizado para atividades na Lua.

A visão a longo prazo é consolidar uma presença permanente na Lua entre 2029 e início da década de 2030, com infraestruturas completas e sistemas de energia estáveis. O objetivo é manter a presença humana contínua, sem abdicar dessa estratégia.

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