- A NASA revelou este ano o plano de iniciar a construção de uma base lunar no polo sul, com três lançamentos não tripulados até 2026, entre a Blue Origin, a Astrobotic Technology e a Intuitive Machines.
- A primeira missão, Moon Base One, usa o módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance e dirige-se à crista da cratera Shackleton, transportando duas cargas científicas da NASA.
- O objetivo inicial é demonstrar capacidades críticas que reduzam o risco para as missões do Sistema de Aterragem Humana, preparando o caminho para uma presença humana permanente na Lua.
- O segundo lançamento, no final de 2026, ficará a cargo da Astrobotic Technology e transportará mais de 500 quilogramas de carga, incluindo um rover. O terceiro será da Intuitive Machines para investigar origens de anomalias magnéticas.
- O programa prevê fases até 2029 com mais de quatro toneladas de material em 25 lançamentos e 21 aterragens, seguindo-se a segunda etapa entre 2029 e 2032 com 60 toneladas no total, e, na fase final, 150 toneladas com presença humana contínua.
- Entre os principais desafios estão as temperaturas extremas (até 120 graus Celsius de dia e -120 graus durante a noite) e a geração de energia, que deverá vir de solar ou nuclear, com capacidade entre dois e quinze quilowatts, podendo chegar a vinte quilowatts com energia nuclear.
A NASA revelou um plano para iniciar este ano a construção de uma base na Lua, com financiadores privados. O objetivo é estabelecer uma presença permanente no polo Sul, numa área de sombra permanente que aloja gelo. A missão inaugural é não tripulada.
O lançamento inaugural, entre setembro e novembro, envolve o módulo de aterragem Blue Origin Mark One Endurance, criado por Jeff Bezos. A missão, chamada Moon Base One, tem como destino a crista da cratera Shackleton, no polo Sul lunar.
A NASA afirma que a operação transportará duas cargas científicas e demonstrará capacidades críticas para reduzir riscos no Sistema de Aterragem Humana. O evento ocorreu numa conferência em Washington, com o administrador da agência, Jared Isaacman.
Primeiro trecho de construção
O segundo lançamento, previsto para o final de 2026, virá da Astrobotic Technology. O veículo levará mais de 500 kg de carga, incluindo um rover, para a superfície lunar. O objetivo é ampliar a infraestrutura necessária à base.
O terceiro aterragem deverá ser da Intuitive Machines, com foco na investigação de anomalias magnéticas da Lua. Os três lançamentos não tripulados inauguram a fase inicial da base, prevista para 2029.
A meta envolve transportar mais de quatro toneladas de material até 2029, distribuídas por 25 lançamentos e 21 aterragens lunares. O plano global não prevê apenas sondas, mas também módulos de apoio à base.
Infraestrutura, energia e geometria
O projeto prevê várias fases até 2032, com 27 lançamentos e 24 aterragens na segunda etapa. A base contará com 60 toneladas de material e missões tripuladas semestrais, entre 2029 e 2032.
Após a fase intermediária, a etapa final acometerá 29 lançamentos e 28 aterragens, com capacidade para transportar 150 toneladas. A ideia é manter presença humana contínua na Lua.
Os planos incluem redes de satélites para comunicação, navegação e observação, bem como rovers, veículos lunares e drones. O desafio principal envolve o clima extremo entre 120 °C e -120 °C diários.
A geração de energia deverá combinar solar e nuclear, com expectativa de 2 a 15 kW, podendo chegar a 20 kW com sistema nuclear. O armazenamento promete centenas de kWh para sustentar operações.
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