- Alemanha lançou o concurso de IA de 125 milhões de euros da SPRIND, “Next Frontier AI”, para criar laboratórios de ponta na Europa.
- O programa decorre em três fases ao longo de 24 meses: primeira fase até dez equipas com até 3 milhões cada, segunda fase até seis equipas com até 8 milhões cada, fase final até três equipas com até 15,5 milhões cada.
- O objetivo é reduzir a dependência de IA de EUA e China e incentivar o surgimento de empresas europeias de IA de estilo OpenAI ou DeepSeek, com o financiamento público servindo de “primeiro passo” para desbloquear bilhões adicionais.
- O responsável da SPRIND, Costard, disse que é essencial apostar em novos paradigmas de IA em vez de apenas melhorar sistemas existentes, pois não é possível competir com os produtos atuais de empresas como a Anthropic.
- O debate europeu sobre soberania tecnológica e retenção de talentos persiste, com apelos para tornar o financiamento público mais ágil e menos burocrático, aproveitando dados industriais e know‑how da indústria para IA centrada na proteção de dados.
A Alemanha lançou um concurso de IA com 125 milhões de euros para impulsionar laboratórios europeus de ponta. A iniciativa, chamada Next Frontier AI, envolve a SPRIND, agência pública de inovação, e visa criar alternativas europeias a grandes modelos como OpenAI.
O concurso pretende financiar empresas em fases de desenvolvimento, com potencial para se tornarem referências na IA na Europa. A aposta incide em reduzir a dependência de IA norte-americana e chinesa, fortalecendo o ecossistema europeu.
A SPRIND enquadra o projeto numa resposta estratégica à pressão competitiva global, sobretudo face a investimentos de empresas como OpenAI, Anthropic e, no eixo asiático, a rápida expansão de IA na China.
Desafios e objetivos
A iniciativa surge num momento em que governos da UE analisam soberania tecnológica e retenção de talentos. A permanência de startups na Europa é tema de debate entre responsáveis políticos e fundos de investimento.
Costard, responsável pelos desafios da SPRIND, afirma que há necessidade de acelerar o financiamento público e reduzir burocracias para transformar ciência em produtos viáveis. A ambição é desbloquear financiamento privado em escala.
Segundo a SPRIND, o orçamento de 125 milhões é visto como o impulso inicial para demonstrar potencial de novos paradigmas de IA. O objetivo é atrair investimentos superiores a milhares de milhões de euros no futuro.
Fases e critérios
O programa decorre ao longo de 24 meses em três fases. Na fase 1, até dez equipas podem receber até 3 milhões de euros cada. Na fase 2, até seis equipas podem receber até 8 milhões cada. Na final, até três equipas podem chegar a 15,5 milhões cada.
Costard indicou que se aguardam entre algumas centenas e alguns milhares de candidaturas de toda a Europa. O foco é identificar equipas com soluções que avancem para novas arquiteturas de IA, não apenas aperfeiçoamentos de sistemas existentes.
Contexto europeu
A aposta europeia incentiva a criação de startups com presença física na UE e maior residência tecnológica. A Comissão Europeia tem avançado com propostas que visam tornar o ecossistema mais ágil e competitivo, mantendo padrões de proteção de dados.
Analistas apontam que a competição global em IA exige equilíbrio entre inovação e regulação. A SPRIND sublinha que o programa é o ponto de partida para uma capacidade europeia de IA mais autossuficiente.
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