- O físico Duncan Haldane, vencedor do Nobel da Física, vê-se a lidar com novos desafios uma década depois do galardão.
- O contexto actual preocupa-o, especialmente no que respeita à inteligência artificial e ao uso de energia nuclear.
- A sua leitura baseia-se na ideia de que os avanços humanos sempre estiveram ligados à forma como exploramos materiais.
- Atualmente, esses materiais são quânticos, fenómenos invisíveis a olho nu que se observam a nível subatómico, com a ajuda de um microscópio.
- Segundo Haldane, os materiais quânticos apresentam propriedades bizarras, mas funcionam.
Duncan Haldane, laureado com o Nobel de Física há cerca de uma década, mantém-se activo a resolver problemas científicos, mas também a acompanhar o contexto atual da tecnologia. Entre os temas que o ocupam estão a inteligência artificial e a energia nuclear.
O físico aborda avanços que, tal como no passado, estão ligados à exploração dos materiais. Em vez de metais antigos, agora trabalha com materiais quânticos e com fenómenos invisíveis que se movem num domínio subatómico.
Esses materiais quânticos apresentam propriedades que parecem tiradas de ficção científica, mas são reais e funcionam. Haldane sustenta que compreender estes fenómenos é essencial para o progresso tecnológico e científico.
Ao falar de tecnologia, o académico aponta perigos e potenciais limitações da IA quando tudo puder depender apenas de sistemas automáticos, sem intervenção humana. A reflexão insere-se num debate mais amplo sobre o papel da ciência.
As áreas de estudo de Haldane mantêm-se firmes na interseção entre física teórica e aplicações práticas, com foco em como os materiais quânticos podem influenciar futuras inovações. O cientista sublinha a importância da vigilância científica contínua.
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