- A SpaceX atrasou o lançamento da nova versão do Starship a poucos segundos do início da contagem, devido a problemas de última hora.
- A empresa vai tentar descolar o foguetão na sexta-feira; o porta-voz Dan Huot não detalhou os obstáculos.
- O objetivo é um voo de teste com o maior foguetão, incluindo uma carga de 20 satélites simulados e dois satélites Starlink com câmaras.
- O estágio superior deverá seguir uma trajetória suborbital de cerca de cinquenta por cento da volta, caindo no Oceano Índico; não há recuperação do propulsor.
- O lançamento ocorre sete meses após o anterior, em contexto de melhorias para a oferta pública inicial da empresa e da corrida lunar entre SpaceX e outros players como a Blue Origin.
A SpaceX atrasou o lançamento da nova versão do Starship para um voo de teste, previsto antes da oferta pública inicial da empresa. A decisão ocorreu na quinta-feira, faltando cerca de 30 segundos para a contagem final, após repetidos reinícios.
Segundo a SpaceX, não foi possível resolver problemas de última hora, segundo o porta-voz Dan Huot. A equipa optou por adiar o lançamento e tentar novamente na sexta-feira, mantendo o Starship como maior foguetão já utilizado pela empresa.
A missão envolve o Starship, com 124 metros de altura, que irá transportar satélites simulados e dois Starlink com câmaras para testar o escudo térmico. O voo é de caráter suborbital, com retorno ao mar no Oceano Índico.
Detalhes do voo de teste
O lançamento prevê um estágio superior que permitirá uma fase de cerca de 65 minutos, durante a qual o veículo percorrerá metade do planeta. O propulsor não deverá ser recuperado, assim como em vários voos anteriores.
O objetivo é demonstrar melhorias introduzidas no foguetão, num momento em que a SpaceX prepara a entrada na bolsa e promete avanços para futuras missões lunares. A empresa já anunciou planos de desenvolver um módulo de alunagem para a NASA.
Contexto e contexto competitivo
A missão ocorre num período em que a NASA planeia enviar astronautas à Lua em 2028, superando a China. A Blue Origin também trabalha num módulo semelhante, com estratégias de prioridade às missões lunares.
Especialistas do setor destacam o desafio de demonstrar o reabastecimento orbital, uma etapa essencial para missões de longa duração, ainda sem testes completos em operações de larga escala.
Histórico recente
Missões anteriores da Starship foram bem-sucedidas, embora algumas terminaram em explosões. Em 2023, houve falhas durante ensaios terrestres, reforçando a necessidade de validação antes de operações de maior envergadura.
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