- O Mundial de 2026 terá 48 seleções e 104 jogos, promovido por EUA, México e Canadá, marcando uma viragem nas transmissões desportivas.
- Cristiano Ronaldo tornou-se acionista da LiveModeTV, garantindo a transmissão gratuita de 34 partidas no YouTube, incluindo Portugal, meias-finais e final.
- A iniciativa de Ronaldo representa um golpe significativo no mercado de televisão paga, onde faturas elevadas têm levado muitos portugueses a recorrer a conteúdos ilegais.
- A Sport TV mantém exclusividade de 70 jogos e prepara uma cobertura de mil horas, enquanto a tecnologia TV 3.0 (DTV+) promete imagem em 4K e áudio imersivo com controlo do som.
- Até 2028, Portugal enfrenta um processo de centralização dos direitos televisivos via leilão, conforme o Decreto-Lei n.º 22-B/2021, com o objetivo de reduzir preços e ampliar o acesso ao futebol.
O Campeonato do Mundo de 2026, organizado por EUA, México e Canadá, traz uma mudança histórica nas transmissões, expandindo para 48 seleções e 104 jogos. Portugal poderá ver a participação de Cristiano Ronaldo fora dos relvados com um investimento que mira uma “última dança” do capitão da seleção.
O movimento de Ronaldo envolve tornar-se acionista da LiveModeTV. Assim, 34 partidas serão transmitidas gratuitamente no YouTube, incluindo todos os jogos de Portugal, as meias-finais e a final. A medida quebra o modelo tradicional de operadoras de televisão paga.
Este cenário surge num contexto de receitas da indústria a rondar mil milhões de euros por ano. Fica em evidência o peso da televisão paga e a pressão por inovação tecnológica no streaming, com 4K real e áudio imersivo prometidos pela TV 3.0 (DTV+).
Mudanças significativas na transmissão
A cobertura da Sport TV mantém-se em 70 jogos, com uma oferta de mil horas de emissão planeadas. Ao mesmo tempo, os avanços tecnológicos contrastam com o sinal aberto, onde RTP, SIC e TVI ainda não asseguraram a transmissão da prova devido a exigências da FIFA.
A Entidade Reguladora para a Comunicação Social pode intervir para obrigar a partilha do sinal, protegendo o interesse público. O Mundial de 2026 funciona como teste para 2028, ano em que o Decreto-Lei n.° 22-B/2021 obriga a centralização dos direitos via leilão.
Perspetivas para 2028 e impacto no mercado
A reforma legislativa pretende diminuir preços e limitar exclusividades, abrindo o futebol a um acesso mais competitivo para os portugueses. Até lá, os adeptos convivem entre conteúdos de criadores independentes e canais premium, num panorama mediático em evolução.
Entre a linguagem mais descontraída de figuras como Quaresma no YouTube e a sofisticação dos canais pagos, o espectador português navega numa nova ordem mediática. O digital transforma-se no presente e molda o futuro do futebol em Portugal.
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