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Passes digitais em cidades inteligentes vão desaparecer nos próximos cinco anos

Passes vão desaparecer nos próximos cinco anos; mobilidade digital ganha impulso com app único de transportes e pagamento por validações

Mobilidade e habitação foram temas debatidos pelos especialistas
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  • Debate no Portugal Smart Cities Summit em Lisboa abordou como os transportes públicos podem atrair mais cidadãos e se a gratuitidade é solução.
  • O presidente dos Transportes Metropolitanos do Porto afirmou que o problema não é o custo do passe, mas a demora nas paragens, com 40 minutos de espera.
  • Segundo ele, os passes tal como existem vão acabar nos próximos cinco anos e deve haver uma aplicação nacional, com cartão de crédito ligado às validações, para uso em todo o país.
  • A gratuitidade foi questionada pela Fundação Mestre Casais, que aponta riscos de falta de investimento e de permanência curta da medida no governo.
  • O debate associou mobilidade à habitação: defenderam eliminar barreiras e reconheceram que a mobilidade é chave para o acesso à habitação, com opiniões da Câmara Municipal de Lisboa, IFRRU e operadores de transportes.

O debate no Portugal Smart Cities Summit, na FIL, em Lisboa, ontem reuniu especialistas para discutir a mobilidade urbana e a gestão do espaço público. O painel Mobilidade Inteligente & Gestão do Espaço Público examinou se os transportes públicos podem tornar-se a opção preferencial face ao carro, questionando ainda a gratuitidade generalizada.

Nuno Sousa, presidente do Conselho de Administração dos Transportes Metropolitanos do Porto, afirmou que o custo de 40 euros não impede quem usa transportes públicos, apontando falhas no serviço, como tempos de espera superiores a 40 minutos nas paragens. Defendeu a digitalização total do serviço, com uma aplicação única que funcione em todo o país e cobre apenas as validações.

José Gomes Mendes, presidente da Fundação Mestre Casais, rejeitou a gratuitidade como solução viável, argumentando que pode inviabilizar investimentos e dificultar recuos políticos na implementação de medidas. O líder associativo admitiu que programas gratuitos enfrentam resistência em mudanças de governação.

O debate não se limitou ao acesso aos transportes. Isabel Barroso de Sousa, presidente da Comissão Diretiva do IFRRU, destacou a necessidade de eliminar barreiras administrativas para avançar soluções de mobilidade associadas à habitação. Gonçalo Reis, vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa, vincou que a mobilidade é uma peça-chave para o problema habitacional.

Dina Aguiar, administradora da Parques Tejo, destacou que os transportes públicos devem ser vistos como opção prática, não como sacrifício. Emídio Gomes, presidente do Conselho de Administração da Metro do Porto, completou que a confiança dos cidadãos nos serviços é essencial e que a mobilidade tem de ser simples de usar de um ponto a outro.

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