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Câmara do Porto define carta de ética para IA

Carta ética da IA na Câmara do Porto será lançada brevemente para esclarecer regras a todos e fomentar confiança na transformação digital municipal

A transformação digital proporcionada pela IA esteve em debate na FIL, em Lisboa
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  • A Câmara Municipal do Porto vai lançar em breve uma carta de ética para a utilização da inteligência artificial.
  • O objetivo é que cada pessoa na esfera municipal perceba as regras do uso de IA.
  • No Portugal Smart Cities Summit, foram ressaltadas a necessidade de mudança cultural e de uma gestão de dados mais eficaz nas autarquias.
  • A confiança dos cidadãos na IA foi identificada como essencial, face a algoritmos e modelos que são atualizados frequentemente.
  • A IA pode contribuir para a prevenção de incêndios, usando dados de satélite para mapear zonas secas e áreas de vegetação sensível, com potencial de aplicação em municípios, incluindo os de menor dimensão.

A Câmara Municipal do Porto vai lançar em breve uma carta ética para a utilização da inteligência artificial (IA). A promessa foi feita por Rodrigo Passos, durante o Portugal Smart Cities Summit, na FIL, em Lisboa. O objetivo é clarificar as regras para todos os funcionários municipais.

No painel de debate Transformação Digital & Dados para a Cidade, o vereador de Lisboa, Vasco Anjos, destacou que a mudança digital é também uma prioridade da autarquia. A gestão de dados está a ser atualizada para tornar a cidade mais eficiente e preparar-se para tirar o máximo proveito da IA.

A necessidade de uma mudança cultural foi apontada pelos participantes. Fernando Reino da Costa, CEO da Unipartner, sublinhou a importância de fomentar o pensamento crítico entre os jovens, numa era de múltiplos algoritmos e modelos em constante atualização.

A confiança dos cidadãos na IA foi outro tema discutido. O grupo considerou essencial assegurar que as pessoas confiem nos resultados produzidos, dada a velocidade com que surgem novos produtos e atualizações.

Na aplicação da IA a áreas como a prevenção de incêndios, João Bentes, da GEOSAT, sugeriu o uso de dados de satélite para mapear zonas secas e de vegetação propensas a arder, bem como identificar áreas com mato limpo para estabelecer zonas de segurança.

Paulo Cavaleiro, deputado e presidente da Comissão de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, comentou que a IA pode encontrar menos resistência em municípios pequenos, onde as decisões tendem a ser mais rápidas e com menos obstáculos.

Rodrigo Passos lembrou que a transformação digital deve incluir a população mais velha, apresentando-a como um caminho de capacitação acessível a todos.

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