- Duas brasileiras empresárias em Portugal destacam o impacto da inteligência artificial nos seus sectores: saúde ocupacional e arquitetura.
- Shirlyane Martins, natural de Iporá (Goiás), vive no Porto há 22 anos e é sócia-gerente da Star Vitória Assistência Médica Lda, atuando em saúde ocupacional, gestão de riscos e conformidade legal.
- Maria Luísa Labarthe, arquiteta carioca radicada em Lisboa desde 2016, dirige o ateliê Labarthe Architects, voltado para projetos na Europa e clientes brasileiros.
- Ambas recorrem à Porbite, empresa portuguesa de serviços informáticos, para suporte em monitorização, cibersegurança e assistência técnica, diante dos desafios da IA.
- Os relatos destacam que Portugal oferece estabilidade jurídica, oportunidades de crescimento e qualidade de vida, bem como burocracia e procura de mão de obra qualificada como obstáculos.
A brasileira Shirlyane Martins e a arquiteta Maria Luísa Labarthe estão entre os milhares de imigrantes que escolheram Portugal para viver e empreender. A atuação de Shirlyane é na saúde ocupacional, enquanto Maria Luísa atua em arquitetura, com foco na integração entre inovação tecnológica e prática profissional. Ambas destacam o papel da inteligência artificial no crescimento dos seus negócios.
Shirlyane, que vive na região do Porto há 22 anos, é sócia-gerente da Star Vitória Assistência Médica Lda. A empresa foca-se em saúde ocupacional, gestão de riscos e conformidade legal, apoiando organizações na implementação de boas práticas. Chegou a Portugal em 2009, vindas do Brasil, com o objetivo de melhores condições de vida.
Nascida em Iporá, Goiás, Shirlyane começou como esteticista e mudou para o setor atual em 2019. Enfrentou adaptação cultural e preconceito, relatos que a tornaram mais resiliente. Ela aponta a estabilidade e a segurança jurídica portuguesas como atractivos para o empreendedorismo.
Cibersegurança nos negócios
Maria Luísa Labarthe vive em Lisboa desde 2016, dirige o Labarthe Architects e trabalha com a Porbite, firma portuguesa de serviços informáticos. O acompanhamento inclui monitorização proativa, cibersegurança e suporte tecnológico, úteis para a prática de arquitetura na era da IA.
Rui Dias, CEO da Porbite, alerta que a IA aumenta riscos quando usada sem estratégia. Segurança de dados e decisões automatizadas exigem atenção. O empresário trabalha com cerca de 40 clientes, incluindo cinco empresas brasileiras, destacando a necessidade de políticas estruturadas.
Para Maria Luísa, a comunidade brasileira e de expatriados é uma rede de clientes-chave, que valoriza a qualidade de vida e a segurança em Portugal. Enfrenta, porém, burocracia e falta de mão-de-obra qualificada, desafios comuns aos profissionais que atuam em nichos de mercado.
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