- Angola mira tornar-se um dos grandes destinos turísticos de África, com o conceito de “potencial inexplorado” que inclui mais de mil sixcentos quilômetros de costa, deserto no sul, floresta no norte e zonas de safari no leste.
- O Governo pretende atrair investimento privado, nacional e estrangeiro, apesar do défice de infraestruturas identificado como principal entrave, com investimentos em estradas, energia, água e Saneamento.
- O turismo passa a ser mais integrado e sustentável, com oportunidades de transformar caçadores furtivos em guias de safari e criar resorts ecológicos.
- Angola aposta num visto regional e num marketing conjunto com países da África Austral, conectando Luanda a hubs como Joanesburgo e Cidade do Cabo, além de preparar o Univisa com a SADC.
- A Cimeira de Investimento do Global Tourism Forum, em Luanda a 18 e 19 de junho, vai incluir zonas de contacto com investidores, “dealing rooms” e visitas ao terreno, com o objetivo de firmar compromissos durante o evento.
Angola aposta no turismo como motor de desenvolvimento, contando com um potencial ainda pouco explorado. O governo apresenta o país como destino emergente em África, com estabilidade e infraestruturas novas para atrair investidores nacionais e estrangeiros.
O objetivo é transformar o setor, após décadas de conflito, através de incentivos para o investimento privado. O secretário de Estado do Turismo, Augusto Kalikemala, descreve o potencial de Angola como uma oportunidade rara para projetos novos, sustentados por uma oferta diversificada.
O território oferece uma costa atlântica de mais de 1600 quilómetros, um deserto no sul, floresta tropical no norte e áreas propícias a safáris no leste. A visão do governo é desenvolver um turismo integrado, com preservação ambiental e benefício para comunidades locais.
Infraestruturas e desafios
A maior dificuldade apontada é a falta de infraestruturas, especialmente em áreas remotas. O governo compromete-se a investir em estradas, energia, água e saneamento para facilitar o acesso aos destinos turísticos.
Além disso, o secretariado enfatiza a necessidade de alinhar o turismo com a sustentabilidade. A estratégia passa pela transformação de atividades de caça furtiva em oportunidades de turismo de safári e em resorts ecológicos, gerando emprego sem comprometer a conservação.
Visão regional e mobilidade
Angola aposta numa visão regional para facilitar a circulação de turistas entre países vizinhos. O objetivo é promover uma experiência integrada na África Austral, com ligações para hubs como Joanesburgo ou Cidade do Cabo.
Abertura de fronteiras também é prioritária, com isenção de vistos para mais de 100 países e estudo de um visto regional, conhecido como Univisa, para simplificar viagens entre vários países da região.
Cimeira de Investimento e ações concretas
Entre 18 e 19 de junho, Luanda recebe a Cimeira de Investimento do Global Tourism Forum, com foco em resultados práticos. O encontro reunirá investidores, decisores políticos e investidores do setor.
A agenda inclui sessões de matchmaking, com a expectativa de firmar memorandos de entendimento ainda durante a cimeira e apresentar propostas de investimento nos ativos turísticos. Haverá visitas ao terreno para conhecer zonas como Caboledo, a cerca de 100 quilómetros de Luanda.
Acompanhamento e próximos passos
Após o evento, o Governo vai manter uma equipa de acompanhamento com a agência de promoção de investimento para facilitar facilidades fiscais, aduaneiras e demais incentivos. A meta é transformar compromissos anunciados em projetos concretos.
A mensagem central é de abertura ao investimento privado e de criação de oportunidades reais no turismo angolano, com planos para atrair mais visitantes, não apenas por negócios, mas também de lazer.
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