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INE aponta queda significativa da participação eleitoral desde 1975

INE aponta queda significativa da participação eleitoral desde 1975, com mais votantes em legislativas e menos nas europeias

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  • O INE concluiu que a participação eleitoral em Portugal diminuiu de forma significativa desde 1975, mantendo-se menor nas eleições europeias e maior nas legislativas.
  • Em média desde 1975, a Assembleia da República tem a taxa de participação mais alta (65,4%), enquanto o Parlamento Europeu apresenta a mais baixa (40,8%).
  • A eleição com maior participação foi a Constituinte (1975), com 91,7%, e a europeia de 2019 teve a participação mais baixa, 30,7%.
  • A participação média global entre eleitores residentes em território nacional e no estrangeiro foi de 58,5% (61,2% entre cidadãos residentes em Portugal e votantes nacionais).
  • Regiões, como Alentejo e Norte, apresentam as maiores taxas nacionais; Açores, Madeira e Algarve registam valores mais baixos; as eleições europeias aparecem com menor participação e maior percentagem de votos em branco (2,5%).

Os dados de uma análise do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram uma redução acentuada na participação eleitoral entre 1975 e 2026, com variações ao longo dos diferentes tipos de ato eleitoral. A tendência geral de queda persiste, ainda que tenham ocorrido recuperações pontuais em alguns ciclos.

Segundo o INE, a participação média nacional variou conforme o tipo de eleição, sendo mais alta nas legislativas (65,4%) e mais baixa nas europeias (40,8%). Nas presidenciais ficou em 58,8% e nas autárquicas em 60,7%.

Entre 1975 e 2026, a participação média global foi de 58,5% (residentes em território nacional e no estrangeiro) e 61,2% quando considerada apenas a população inscrita e votante residente em Portugal. A eleição para a Assembleia Constituinte registou a maior participação (91,7%), já a europeia de 2019 teve 30,7%.

O estudo salienta que até 1987 a participação anual ultrapassava repetidamente os 70%, mas desde 2006 apenas nos dois últimos ciclos eleitorais atingiu os 60%, e só entre os eleitores residentes em Portugal. Numa perspetiva por décadas, a taxa caiu de 79,0% nos anos 70 para 47,5% nos anos 2010, com uma recuperação modesta para 51,0% na década atual.

Regionalmente, o Alentejo e o Norte apresentam as maiores taxas de participação em eleições nacionais, seguidos pela Grande Lisboa e pelo Oeste e Vale do Tejo. Em contrapartida, os Açores, Madeira e Algarve registam os valores mais baixos.

No que diz respeito a diferentes atos eleitorais, o INE aponta uma aproximação entre presidenciais e legislativas, e um decréscimo menos acentuado nas autárquicas, cujas taxas têm, nos anos recentes, ficado acima das demais modalidades. As eleições europeias continuam com as menores participações, ainda que com tendência de decréscimo e aquém da média europeia.

A análise também revela que as eleições europeias apresentam a maior percentagem média de votos em branco (2,5%), enquanto presidenciais e legislativas ficam abaixo (1,4%). O aumento de inscritos no estrangeiro não gerou ganhos significativos de participação global, mantendo-se abaixo da participação entre residentes em Portugal.

Desde 25 de Abril de 1974, decorreram 53 atos eleitorais nacionais, incluindo 11 presidenciais, 19 legislativas e 14 autárquicas, bem como nove eleições para o Parlamento Europeu. A análise não incluiu eleições legislativas regionais nem referendos nacionais.

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