- Centros de dados da União Europeia têm de comunicar o consumo de eletricidade, a percentagem de energia renovável e a água usada para refrigeração.
- A Comissão Europeia centraliza estes dados numa base de dados própria.
- Uma cláusula de confidencialidade, proposta pela Microsoft e pela DigitalEurope, acabou por ficar integrada na legislação da UE.
- Por terem sido as empresas reguladas a redigir a lei, ninguém fora da Comissão tem acesso a toda a informação.
- A medida visa transparência ambiental, mas os dados ficam ocultos a terceiros.
Centros de dados em toda a Europa foram obrigados a divulgar a sua pegada ambiental. No entanto, uma cláusula de confidencialidade proposta pela Microsoft e pela DigitalEurope acabou integrada na legislação da União Europeia. A medida impede o acesso público a parte dos dados recolhidos.
Conforme a norma, os grandes centros devem reportar o consumo de eletricidade, a percentagem de energia proveniente de fontes renováveis e o volume de água utilizado para refrigeração. A Comissão Europeia mantém uma base de dados com estas informações.
Quem redigou a cláusula de confidencialidade foram as próprias empresas reguladas, em conjunto com a DigitalEurope, segundo a análise de fontes próximas do processo. O objetivo alegado é proteger dados estratégicos, mas a opção levanta dúvidas sobre a transparência.
Implicações para a transparência
A Comissão Europeia continua a recolher e armazenar os dados na sua base. No entanto, o público geral pode ficar sem acesso completo a toda a informação, permanecendo apenas alguns dados disponíveis publicamente. A situação envolve debates sobre responsabilidade ambiental e divulgação.
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