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Jovens exploram área junto ao Alqueva simulando ambiente marciano

Simulação de missão marciana no Alentejo envolve nove estudantes europeus que recolhem amostras para detectar microrganismos, integrada no projeto EXPLORE

Jovens 'astronautas' exploram área junto ao Alqueva como se fosse Marte
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  • Dois elementos da missão analógica exploram a área junto ao alqueva, simulando Marte, recolhendo amostras de solo para, depois, verem em laboratório se existem microrganismos.
  • A simulação decorre no Observatório do Lago Alqueva, em Reguengos de Monsaraz, e vai até domingo, contando com nove estudantes europeus (Portugal, Áustria e Grécia).
  • O projeto EXPLORE, financiado pelo programa Erasmus+, é liderado pelo Fórum Espacial Austríaco e envolve a NUCLIO, a Ellinogermaniki Agogi e o COSPAR, além do OLA.
  • As atividades ocorrem tanto dentro da sala de operações como no exterior, com uma estação espacial e uma superfície marciana simuladas, incluindo uma missão extraveicular (EVA).
  • Um aluno de 14 anos, Francisco Bártolo, expressa o interesse pela área, em um projeto que visa promover investigação científica em contexto escolar.

A dois passos da albufeira de Alqueva, no Observatório do Lago Alqueva (OLA), em Reguengos de Monsaraz, dois jovens participaram numa simulação de missão a Marte. A atividade integra uma missão espacial análoga, com registo de amostras de solo e observação de possíveis microrganismos, executada por estudantes europeus. O objetivo é testar procedimentos em condições simuladas, com a restante equipa a acompanhar a distância.

A iniciativa, que decorre até ao próximo domingo, reúne nove alunos do ensino secundário de Portugal, Áustria e Grécia. O projeto EXPLORE, financiado pelo programa Erasmus+, visa aproximar o futuro da exploração espacial das escolas, envolvendo áreas de ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática.

Missão simulada no Alentejo

No espaço designado como sala de operações, os exploradores simulam uma EVA (atividade extraveicular) sob a supervisão de Rosa Doran, presidente do NUCLIO, e de Gernot Grömer, diretor do Fórum Espacial Austríaco. A equipa recolhe amostras de solo para cultivação em placas de ágar-ágar, com o intuito de detetar microrganismos.

Os componentes da missão vestem fatos idênticos aos de astronautas, realizando a atividade num período de uma hora, com todos os passos monitorizados através de câmaras e sistemas de comunicação. O OLA transforma-se, nestes dias, num cenário marciano, com áreas exteriores a simularem a superfície de Marte.

Objetivos e contexto

Os organizadores destacam que o projeto é uma versão educativa de missões profissionais de investigação analógica, com fluxo de trabalho adaptado para estudantes. A iniciativa procura despertar o interesse científico e demonstrar que a ciência se aprende fazendo, em ambiente realista, mas seguro.

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