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Google alerta para risco de privacidade ao partilhar dados de pesquisa com IA

Google alerta que partilhar dados de pesquisa com IA de concorrentes pode comprometer privacidade, na proposta da Comissão Europeia sob a Lei dos Mercados Digitais (DMA)

Google
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  • A Comissão Europeia propôs que a Google passe a partilhar dados do motor de pesquisa com concorrentes e serviços de IA para reforçar a concorrência no mercado online.
  • A Google afirmou que a proposta ultrapassa o mandato da Lei dos Mercados Digitais (DMA) e pode colocar em risco privacidade e segurança das pessoas.
  • Bruxelas quer que motores de pesquisa de terceiros tenham acesso a dados de pesquisa, como classificação, consultas, cliques e visualizações, em condições justas, razoáveis e não discriminatórias.
  • A medida define o tipo de dados a partilhar, a frequência de acesso, regras de anonimização, elegibilidade dos beneficiários e parâmetros de preços considerados equitativos.
  • O processo inclui consultas até 1 de maio, com decisão final prevista para 27 de julho de 2026; a DMA aplica-se aos gatekeepers, entre os quais está a Google (Alphabet).

A Comissão Europeia propôs que a Google partilhe dados do motor de busca com comparadores e serviços de IA, no quadro da Lei dos Mercados Digitais (DMA). A medida visa fortalecer a concorrência no espaço de pesquisas online.

A Google afirmou que a proposta de Bruxelas excede o mandato da DMA, colocando em risco a privacidade e a segurança dos utilizadores. A empresa rejeita entregar dados de pesquisas sensíveis a terceiros.

Clare Kelly, conselheira de concorrência da Google, sublinhou que centenas de milhões de utilizadores confiam questões privadas, de saúde, família e finanças, à Google, e que a proposta expõe esses dados a terceiros com proteções de privacidade questionáveis.

Contexto: como funciona a proposta

A Comissão enviou conclusões preliminares com medidas para assegurar o cumprimento da DMA. Sob estas medidas, a Google deverá permitir que motores de pesquisa de terceiros acedam a dados de pesquisa, em condições justas, razoáveis e não discriminatórias.

Bruxelas define que podem ser partilhados dados como classificação, consultas, cliques e visualizações, para que terceiros otimizem serviços e contestem a posição dominante do Google Search.

A proposta especifica o tipo de dados, a frequência de acesso, regras de anonimização, critérios de elegibilidade dos beneficiários e os parâmetros de preços considerados justos.

Próximos passos e prazos

Bruxelas vai ouvir concorrentes, especialistas e a própria Google até 1 de maio. A decisão final, com caráter vinculativo para a empresa, deverá ser adotada até 27 de julho de 2026.

A DMA aplica-se a gatekeepers, grandes plataformas que podem criar barreiras entre empresas e consumidores. O objetivo é promover mercados digitais mais equitativos na UE.

A designação de gatekeeper incide sobre Google (Alphabet), Amazon, Apple, Meta e Microsoft, empresas que detêm elevado volume de negócios na UE e operação em múltiplos Estados-membros.

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