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Governo rejeita monitorização de jornalistas e fala em clipping moderno

Governo afirma que a ferramenta é clipping moderno para pesquisa em fontes abertas; nega vigilância de jornalistas, enquanto a oposição exige explicações

Governo monitoriza jornalistas? Executivo rejeita e fala em ferramenta de “clipping moderno” - Direitos de autor AP Photo/Omar Havana
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  • O Governo contratou uma plataforma de IA para monitorizar redes sociais e conteúdos públicos, com subscrição de um ano equivalente a 40 mil euros, alegadamente sem fim de vigilância de jornalistas.
  • O Executivo diz tratar-se de um clipping moderno, que cumpre o RGPD e serve para acompanhar tendências de opinião sobre políticas públicas.
  • A ferramenta permite identificar tendências emergentes, prever viralização de conteúdos e monitorizar múltiplas plataformas e meios de comunicação.
  • A polémica levou a oposição a questionar o uso da tecnologia, com Chega, PS e Bloco de Esquerda a exigir explicações e clarificação sobre possíveis listas de jornalistas.
  • O Sindicato dos Jornalistas pediu esclarecimentos ao ministro da Presidência, classificando a plataforma como inaceitável e potencialmente perigosa.

O Governo confirmou ter contratado uma plataforma digital para monitorizar conteúdos de jornalistas e de meios de comunicação, mas garante que não se trata de vigilância. A polémica envolve uma subscrição de um ano, por 40 mil euros, destinada a análise de redes sociais e conteúdos online.

A Secretaria-Geral do Governo explicou que a ferramenta funciona como um clipping moderno, com base em fontes abertas, e cumpre o RGPD. A finalidade indicada é acompanhar tendências de opinião sobre políticas públicas.

O Executivo sustenta que o contrato não visa catalogar jornalistas nem vigiar profissionais. Os serviços, afirma, são fornecidos a governos, organizações internacionais e meios de comunicação por uma empresa irlandesa.

O contrato, publicado no Portal Base, descreve a NewsWhip como ferramenta para identificar tendências emergentes e medir a velocidade de disseminação de conteúdos. Permite prever crises mediáticas e orientar respostas.

Entre as funções está a monitorização simultânea de várias plataformas e a criação de indicadores preditivos de viralização. O objetivo é antecipar desenvolvimentos informativos.

A polémica ganhou contornos internacionais, com a NewsWhip a trabalhar para grandes órgãos de imprensa, como a BBC, Washington Post e New York Times, e com clientes em vários setores públicos e privados.

O que é a NewsWhip

De acordo com o contrato, a plataforma permite identificar conteúdos emergentes em tempo real e acompanhar o alcance das publicações. Também oferece um ranking de autores com maior influência pública.

*Top Authors Leaderboard* é uma das funcionalidades, mostrando quem são jornalistas com maior impacto nos temas relevantes para o Governo. A ferramenta é desenvolvida por uma empresa irlandesa.

Reações políticas e sindicais

A oposição pediu explicações ao Governo. O Chega anunciou que requer esclarecimentos no parlamento, incluindo a possibilidade de convidar o ministro da Presidência.

O PS pediu transparência política sobre o uso da tecnologia e o que justifica a criação de listas de jornalistas. O BE questionou se a ferramenta contradiz a liberdade de expressão.

O Sindicato dos Jornalistas anunciou que vai solicitar um esclarecimento ao ministro da Presidência, defendendo que a plataforma não é aceitável. O sindicato considera perigoso monitorizar jornalistas.

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