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Superar barreiras na implementação de energias renováveis oceânicas

Energia oceânica precisa de papel central para atingir sessenta por cento até 2030 e noventa por cento até 2050, com políticas, custos e mão-de-obra

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  • Alcançar 60% de produção de energias renováveis até 2030 e 90% até 2050 exige que o oceano desempenhe um papel central, recorrendo a vento offshore, ondas, marés e energia solar oceânica.
  • A energia eólica offshore é a mais madura comercialmente; ondas, marés e solar oceânica apresentam maturidade tecnológica inferior.
  • Principais obstáculos: enquadramento político/regulatório, necessidade de investimentos significativos em infraestruturas e redes, desenvolvimento tecnológico contínuo e escassez de mão-de-obra qualificada.
  • Soluções incluem simplificação regulatória, contratos por diferença, financiamento misto público-privado e apoio a demonstrações para reduzir riscos e viabilizar comercialmente.
  • A indústria pode usar ferramentas digitais, como gémeos digitais e manutenção preditiva, e promover alianças entre indústria, academia e investigação para reduzir custos e impactos ambientais.

Atingir 60% de produção de energia renovável até 2030 e 90% até 2050 exige que o oceano assuma um papel central. O objetivo de neutralidade carbónica depende de ampliar a participação de fontes renováveis.

Atualmente, as energias renováveis representam cerca de 15% da eletricidade global. A aposta passa pelo vento offshore, ondas, marés e energia solar oceânica, fontes ainda com diferentes níveis de maturidade tecnológica.

Desafios regulatórios e de investimento

Os enquadramentos políticos continuam a ser uma barreira importante, com falta de políticas energéticas coerentes entre países. A integração eficaz nas redes exige estabilidade regulatória e investimentos significativos em infraestruturas de ligação à rede.

A necessidade de financiamento é elevada, sobretudo para infraestruturas e tecnologia. A partilha de redes terrestres reduz o custo, mas requer recursos consideráveis e coordenação internacional.

Inovação e capacidade produtiva

O desenvolvimento tecnológico persiste como condicionante, visando reduzir custos e melhorar a interoperabilidade entre sistemas. A investigação constante é essencial para uma integração eficiente nas redes existentes.

Cadeias de valor resilientes dependem de mão de obra qualificada e de materiais estáveis. Crises globais mostram a urgência de investir em capital humano e em cadeias de suprimento robustas.

Papel dos agentes económicos e da indústria

Políticos podem simplificar processos e criar mecanismos de apoio de longo prazo, como contratos por diferença e fundos para infraestruturas, para reduzir riscos de investimento. A clareza regulatória facilita o planejamento.

Investidores podem recorrer a modelos de financiamento misto, alavancando capital privado com garantias públicas de mitigação de risco. Projetos de demonstração ajudam a levar tecnologias a viabilidade comercial.

A indústria pode acelerar a digitalização dos sistemas energéticos oceânicos. Ferramentas como gémeos digitais e manutenção preditiva ajudam a otimizar operações, reduzir custos e prever fenómenos extremos.

Tecnologias emergentes e cooperação

Materiais inovadores podem reduzir custos e impactos ambientais. Alianças entre empresas, academia e centros de investigação são cruciais para co-desenvolver novas soluções e escalar tecnologias.

Se as metas forem tomadas a sério, o oceano deverá ser central na produção energética. É necessário combinar novas ferramentas, políticas rápidas e colaboração ampla para avançar.

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