Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Projeto pioneiro integra drones no controlo de tráfego aéreo

Projeto em Odense testa integração de drones no espaço aéreo com aeronaves tripuladas, visando segurança e o futuro da aviação europeia

O projeto pioneiro que integra os drones no controlo do tráfego aéreo
0:00
Carregando...
0:00
  • No aeroporto de Odense, Dinamarca, estão a realizar-se testes a escala real para integrar drones e tráfego aéreo no espaço aéreo de 1900 km².
  • A torre de coordenação dá ordens de voo a aviões e drones, através do projeto NextGen Innovation, preparando o espaço aéreo para o futuro.
  • A AirPlate instalou uma “caixa de drones” com oito sensores que conseguem detetar drones num raio superior a quinze quilómetros, fornecendo dados a uma cadência de duas vezes por segundo.
  • No aeroporto Hans Christian Andersen, existe uma aplicação que permite visualizar a posição de cada drone, dos pilotos e o histórico de voos em tempo real; cerca de quinze empresas e o SDU-UAS trabalham no projeto.
  • O orçamento total é superior a nove milhões de euros, com quarenta por cento financiados pela política de coesão da União Europeia; o mercado mundial de drones está estimado em 59 mil milhões de euros, podendo chegar a 127 mil milhões até 2036.

O aeroporto Hans Christian Andersen, em Odense, Dinamarca, está a testar a integração de drones no espaço aéreo junto de aeronaves tripuladas. O objetivo é evitar colisões e assegurar a operação segura em 1900 km2 de área controlada pelo Centro Internacional Dinamarquês de UAS.

A torre de coordenação do Aeroporto Internacional de Odense HCA emite ordens de voo tanto a aviões como a drones, num projeto que reúne tecnologia de ponta, startups e centros académicos para fins comerciais e de defesa. O projeto NextGen Innovation orienta os testes.

A iniciativa pretende demonstrar a viabilidade de gerir tráfego misto num espaço aéreo amplo, com sensores e radar que permitem conhecer a posição de todos os utilizadores na área. O funcionamento realista é visto como espelho do que poderá ser comum na Europa no futuro.

A infraestrutura e as parcerias

A AirPlate instalou no aeroporto uma “caixa de drones” com oito sensores que cobrem um raio superior a quinze quilómetros. O sistema capta sinais de rádio, permitindo determinar posição, altitude, distância de voo e a localização do piloto. A deteção ocorre várias vezes por segundo.

No aeroporto de Odense funciona uma aplicação que mostra em tempo real a posição de cada drone, dos pilotos e o histórico de voos. Cerca de 15 empresas estão a trabalhar no recinto, incluindo o SDU-UAS, centro de drones da Universidade do Sul da Dinamarca, que analisa dados e colabora com as empresas.

Segundo Jes Hundevadt Jepsen, investigador do SDU-UAS, o laboratório trabalha com centenas de drones para evoluir a plataforma. O foco é manter o sistema aberto para permitir substituições rápidas de componentes, promovendo a colaboração entre academia e indústria para amadurecer a tecnologia.

O orçamento total do projeto ultrapassa os 9 milhões de euros, com cerca de 40% financiados pela política de coesão da União Europeia. Este financiamento sustenta as fases de teste, desenvolvimento e integração de soluções no espaço aéreo.

Mercado, impacto e perspetivas

Dados da Interpol indicam que o mercado mundial de drones está valuado em 59 mil milhões de euros e deverá atingir mais de 127 mil milhões até 2036. A evolução do controlo de tráfego com drones pode influenciar transporte de emergência, vigilância de infraestruturas críticas e operações logísticas.

A iniciativa dinamarquesa junta meio académico, startups e tecnologia de ponta para mapear o caminho para uma operação integrada. A experiência de Odense é apresentada como referência de como poderá funcionar a gestão de drones num espaço aéreo cada vez mais ocupado.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais