- Artemis II foi a primeira missão tripulada da NASA à Lua desde a Apollo 17 (1972). A nave Orion sobrevoou o lado negro da Lua, durante cerca de sete horas, a 6.545 quilómetros da superfície.
- A equipa de quatro astronautas — Victor Glover, Reid Wiseman, Jeremy Hansen e Christina Koch — tirou milhares de fotografias da superfície, com câmaras Nikon e iPhones, que vão ser analisadas pela NASA.
- Durante o sobrevoo houve um eclipse solar e a observação de novas crateras lunares; uma imagem ficou marcada como “earthset”, Terra a esconder-se no horizonte lunar.
- A missão está já de regresso, com previsão de mergulho no oceano Pacífico junto a San Diego, nos Estados Unidos, na sexta-feira.
- A missão Artemis II funciona como antecâmara para Artemis III, prevista para o próximo ano, com o treino de acoplamento de módulos de pouso lunar; a Artemis IV está apontada para 2028, com dois astronautas a chegar à Lua.
O programa Artemis alcançou uma fase histórica com a missão Artemis II, que captou milhares de imagens inéditas da face visível e da face escondida da Lua. A nave Orion encontra-se já a regressar à Terra, com a reentrada prevista para sexta-feira, no Pacífico.
Entre os quatro astronautas estiveram Victor Glover, Reid Wiseman, Jeremy Hansen e Christina Koch. O sobrevoo lunar durou cerca de sete horas, durante as quais assistiram a um eclipse solar e à formação de novas crateras. Hansen, o único canadiano da equipa, descreveu as vistas com surpresa.
A operação ocorreu a apenas 6545 quilómetros da superfície da Lua. Durante o voo, foram tiradas milhares de fotografias com câmaras Nikon e telemóveis, para estudo posterior pela NASA. Uma imagem recorde mostra a Terra surgindo no horizonte lunar, num fenómeno batizado de earthset.
Contexto da missão
A Artemis II representa a primeira viagem tripulada da NASA à Lua desde a Apollo 17, em 1972. O objetivo é preparar a Artemis III, prevista para o próximo ano, com treino de acoplamento entre a nave e módulos de pouso lunar. O plano é que a Artemis IV, em 2028, leve dois astronautas à superfície lunar.
Regresso e receção
Nesta fase da missão, o grupo ouviu uma mensagem gravada de Jim Lovell, comandante da Apollo 13, que reforçou a importância do momento para a exploração. Wiseman comentou o privilégio de ouvir a mensagem, em tom de reconhecimento histórico.
Perspetivas futuras
O Presidente dos EUA, Donald Trump, felicitou a equipa, destacando que os astronautas são pioneiros modernos. Refletiu também sobre o orçamento da NASA, numa altura em que o governo propõe cortes a fundos da agência, mesmo mantendo o foco em missões tripuladas.
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