- Nos primeiros momentos de domingo, a tripulação da Artemis estava a quase 321.869 km da Terra e a 131.966 km da Lua, encerrando o quarto dia de uma missão de dez dias.
- A NASA publicou uma imagem da missão em que a bacia oriental da Lua fica visível, marcando pela primeira vez que toda a bacia foi observada por olhos humanos.
- A astronauta Christina Koch disse que ver a cratera, comparada ao “Grand Canyon” da Lua, foi o momento mais entusiasmante para a equipa.
- Entre domingo à noite e segunda-feira, os astronautas devem entrar na esfera de influência lunar, com a gravidade da Lua a exercer maior força sobre a nave, o que pode permitir um recorde de distância da Terra.
- A Artemis II reviu o plano de sobrevoo e a formação em geologia para fotografar traços lunares; a maior aproximação à superfície deverá ser de pouco mais de 6.437 km, mais distante que os voos Apollo.
A tripulação da Artemis captou uma imagem da Lua, registrada nas primeiras horas deste domingo, quando já se encontrava a quase 322 mil km da Terra e a 132 mil km da Lua. A foto mostra a Lua com a Bacia Oriental em destaque.
A NASA revelou que esta é a primeira vez que toda a bacia lunar é visível aos olhos humanos. A equipa classificou o fenómeno como inédito, destacando a visibilidade da cratera em forma de alvo.
Christina Koch descreveu, em direto do Espaço, o entusiasmo da equipa ao ver a grande bacia lunar, apelidada de Grand Canyon. A observação foi feita durante uma sessão com a Agência Espacial Canadiana.
Planos de sobrevoo revistos
A NASA informou que a Artemis concluiu uma demonstração de pilotagem manual e atualizou o plano de sobrevoo lunar, incluindo geologia e fotografias de traços antigos de lava e crateras de impacto.
Os astronautas receberam formação em geologia para descrever características da superfície lunar e comparar com missões anteriores. A missão prevê uma aproximação global mais estreita que a dos voos Apollo.
O objetivo é que Artemis II se aproxime da Lua a cerca de 6.400 km, permitindo observar a superfície completa e áreas próximas aos polos. A missão faz parte de um caminho para uma base lunar permanente.
Contexto e desdobramentos
A tripulação composta por Koch, Reid Wiseman, Victor Glover e o astronauta canadiano Jeremy Hansen deve explorar a região lunar durante a órbita, sem deixar de monitorizar as condições de voo. O conjunto de ações visa ampliar o conhecimento geológico da Lua.
Entre na conversa da comunidade