- A princesa Elisabeth da Bélgica, herdeira ao trono, é alvo de conteúdos manipulados por inteligência artificial, incluindo um deepfake de dança com roupa de prisão, que já ultrapassou 14 mil visualizações e tem mais de mil gostos.
- O palácio confirmou uma conta falsa no Facebook com mais de 28 mil seguidores que imita a princesa e disse ter tomado medidas para denunciar e remover os conteúdos.
- Não é o único caso: também Leonor de Espanha e Catharina-Amalia dos Países Baixos tiveram imagens manipuladas; Eléonore da Bélgica também já foi alvo, refletindo um padrão de violência digital contra figuras femininas da realeza.
- O Centro Hubertine Auclert indica que 98% dos conteúdos são pornográficos e 99% das vítimas são mulheres; a União Europeia prepara alterações ao AI Act, com entrada em vigor prevista para o verão, para proibir aplicações que dissipem digitalmente pessoas.
- Além disso, imagens manipuladas de Cristiano Ronaldo Jr., de 15 anos, alimentam rumores de namoro; ferramentas de deteção de IA apontam para mais de 90% de probabilidade de serem falsas, com a criadora Sara Sedanno a partilhar métodos de criação.
O palácio da Bélgica confirmou a existência de conteúdos manipulados por IA envolvendo Elisabeth, princesa herdeira, de 24 anos. Vídeos e imagens falsas circulam nas redes, incluindo um deepfake em que Elisabeth aparece a dançar usando vestuário de prisão. O conteúdo soma mais de 14 mil visualizações.
O palácio informou à VRT NWS que identifica uma conta falsa no Facebook, com mais de 28 mil seguidores, que imita a princesa. Garantiu ter tomado medidas para denunciar e remover os conteúdos. Casos semelhantes têm vindo a aumentar, atingindo outras figuras da realeza europeia.
Outras vítimas
Elisabeth não está sozinha: Leonor de Espanha e Catharina-Amalia dos Países Baixos também sofreram manipulações. Em Leonor, contas no TikTok difundiram vídeos falsos para obter dinheiro de utilizadores, segundo fontes oficiais.
Antes, Eléonore da Bélgica, irmã da herdeira, já tinha sido alvo de deepfakes. O Centro Hubertine Auclert aponta que 98% destes conteúdos são de caráter pornográfico e 99% das vítimas são mulheres, evidenciando um padrão de violência digital.
A legislação varia entre países. Em França, divulgar imagens sexuais geradas por IA pode implicar até dois anos de prisão e 60 mil euros de multa desde 2024. Nos Países Baixos, a criação de tais vídeos pode levar a até um ano de prisão. A proliferação de deepfakes aumentou de 500 mil em 2023 para 8 milhões em 2025.
A UE aprovou alterações ao AI Act, proibindo aplicações que possibilitem “despir” digitalmente pessoas, com entrada em vigor prevista para o verão. Enquanto isso, palácios, plataformas digitais e autoridades mantêm vigilância para proteger a integridade de figuras públicas.
Casos adicionais de IA gerada
Cristiano Ronaldo Jr., de 15 anos, tornou-se alvo de rumores de namoro com uma modelo brasileira de 27 anos. Fotografias geradas por IA sugerem esse relacionamento, com milhares de visualizações, segundo detetores de IA que indicam probabilidade superior a 90% de serem falsas.
As publicações foram criadas por uma autora especializada em modelos de IA realistas, que mostra como produzir este tipo de conteúdo. O caso evidencia o crescimento da manipulação digital e o perigo de partilha sem verificação.
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