- Seis satélites portugueses foram lançados com sucesso da base de Vandenberg, Califórnia, a bordo de um foguetão Falcon 9 da SpaceX, no âmbito da Agenda New Space Portugal.
- A cerimónia de lançamento foi transmitida em direto no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, com a atuação de dezenas de pessoas, iniciando às 12h02.
- Quatro dos satélites — Camões, Agustina, Pessoa e Saramago — integram a constelação Lusíada, destinada a criar um serviço de navegação marítima semelhante a um “Waze dos oceanos”.
- O lançamento eleva a constelação Lusíada a cinco satélites em órbita; os dados devem estar disponíveis após três meses e o serviço ficará totalmente operacional em 2027, com doze satélites no total.
- Acresce a bordo da mesma missão mais dois satélites da Constelação do Atlântico, um SAR da Força Aérea e um satélite ótico VHRLight NexGen, com uso civil e de defesa; a Força Aérea planeia instalar salas limpas para fabrico de satélites em Alverca.
Seis satélites portugueses foram lançados com sucesso esta segunda-feira a partir da base de Vandenberg, Califórnia, nos EUA. O lançamento ocorreu no âmbito da Agenda New Space Portugal, a bordo de um foguetão Falcon 9 da SpaceX. O objetivo é avançar com a mobilidade espacial nacional.
A transmissão em directo decorreu no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, onde dezenas de pessoas acompanharam o momento. O lançamento, inicialmente marcado para as 11h20, começou às 12h02, gerando aplausos no Auditório José Mariano Gago.
Os satélites Camões, Agustina, Pessoa e Saramago integram a constelação Lusíada, destinada a criar um serviço de navegação marítima — uma espécie de Waze dos oceanos, segundo o diretor executivo da LusoSpace. A rede já soma cinco unidades em órbita.
Lusíada e o Fim da Operacionalização
A constelação Lusíada deverá ter 12 satélites para ficar totalmente operacional em 2027, com dados úteis para navegação, comunicações e monitorização marítima. Os primeiros resultados deverão surgir dentro de três meses.
A bordo do Falcon 9 viajaram ainda dois satélites da Constelação do Atlântico: um satélite SAR da Força Aérea e um satélite ótico VHRLight NexGen do CEiiA e da N3O. Estes ativos fortalecem a capacidade de duplo uso para Portugal e a Europa.
Objetivos e Utilização de Dados
Os dados da Constelação do Atlântico podem servir a defesa e segurança, bem como a objetivos civis como resposta a desastres, agricultura de precisão e monitorização ambiental. A Força Aérea participa no desenvolvimento com salas limpas para fabrico de satélites em Alverca.
A missão incluiu ainda o regresso seguro do primeiro segmento do foguetão, que pousou numa plataforma marítima oito minutos e38 segundos após o lançamento, enquanto o segundo segmento continua em órbita a velocidades superiores a 28 mil quilómetros por hora.
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