A Lauduz, startup brasileira de telemedicina criada pelos médicos Wilson Baldin Zatt e Carolina Paim Fernandes Zatt, planeia expandir para Portugal após consolidar presença em 16 cidades do Brasil. A empresa negocia parcerias no território luso com o objetivo de apoiar o SNS com a sua tecnologia.
A empresa aposta numa entrada europeia que visa reduzir filas e tempo de espera por atendimento, especialmente entre idosos. O projeto surge após um ciclo de investimentos recente de 5 milhões de reais, aportados pela holding paranaense Quartzo Capital, gestora de recursos do Funses.
A Lauduz nasceu em 2020, durante a pandemia, a partir de um projeto voluntário que conectava médicos a pacientes em isolamento no Rio Grande do Sul. O desenvolvimento posterior originou o Telekit, uma maleta que transforma qualquer espaço num consultório digital portátil.
Expansão para Portugal
Wilson Zatt explica que a estratégia internacional surge paralelamente à expansão nacional, com prioridades no Brasil e, posteriormente, em Portugal. A empresa pretende iniciar atividades em Lisboa ou Aveiro, regiões com ecossistema de startups e potenciais parceiros.
A visão é que o Telekit, integrado a software em nuvem, permita consultas com exames remotos em tempo real. O sistema suporta auscultas, eletrocardiograma, monitorização de sinais vitais e laudos digitais com assinatura válida em território nacional.
Projeto e impacto
A solução integra hardware, software e inteligência artificial para apoio à decisão clínica. O objetivo é ampliar o alcance de exames físicos, especialmente em populações vulneráveis, como idosos, reduzindo atendimentos presenciais sempre que possível.
A Lauduz já soma cerca de 2 mil atendimentos mensais no Brasil e mais de 17 mil consultas em 2025. A empresa tem aval de Net Promoter Score elevado, superior a 99 em 0-100, com avaliações repetidas ao longo do tempo.
Parcerias e visão para o SNS
A empresa afirma que a tecnologia pode apoiar o SNS em Portugal, a quem propõe ser parceiro estratégico no âmbito da saúde pública. O foco inicial passa pela oferta de suporte ao Sistema Nacional de Saúde, com potencial de escalonamento para outras regiões europeias.
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