- A Spotlite, em parceria com SISCON e Única, venceu uma licitação de € 8 milhões para monitorar mais de 5.300 pontes no Brasil, contrato assinado com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
- O projeto prevê acesso em tempo real a dados sobre o estado das pontes para mais de 100 engenheiros do DNIT, permitindo decisões rápidas e intervenções programadas.
- A Spotlite avança com a criação da Spotlite Brasil, que ficará responsável pela presença e operações no país, com modelo de atuação majoritariamente remoto.
- A tecnologia baseia-se em dados de satélite e inteligência artificial, substituindo inspeções físicas por monitorização contínua e manutenção preditiva.
- A empresa aponta perspetivas de expansão na Europa, América do Norte e América do Sul, num mercado de observação da Terra como serviço estimado em cerca de € 20,1 mil milhões até 2033.
A Spotlite, empresa portuguesa de observação da Terra, ganhou um contrato de 8 milhões de euros para monitorar e sinalizar mais de 5300 pontes no Brasil. A ligação é com o DNIT, dentro de um consórcio que inclui a SISCON e a Única.
O acordo envolve acesso em tempo real a dados sobre o estado das pontes, fornecido por uma solução que combina dados de satélite e inteligência artificial. O objetivo é apoiar decisões de manutenção, incluindo situações climáticas adversas.
O contrato foi celebrado com o Consórcio Infragestão, que reúne a Spotlite, a SISCON e a Única, e prevê uma parceria com mais de 100 engenheiros do DNIT para monitorização contínua.
A Spotlite prepara uma unidade operacional no Brasil, chamada Spotlite Brasil, para gerir atividades no território. A empresa já opera com foco em infraestrutura crítica em várias regiões.
Tecnologia e impacto operacional
Segundo a empresa, o sistema permite detetar alterações milimétricas em infraestruturas críticas, reduzindo a dependência de inspeções físicas. A solução facilita intervenções programadas e respostas rápidas a mudanças climáticas.
A Spotlite aponta que o modelo de operação é amplamente remoto, com uma plataforma que entrega informações em tempo real. No Brasil, a fase inicial inclui a integração com equipas do DNIT.
A empresa portuguesa, criada em Coimbra, tem presença em Lisboa e já recebeu investimento recente de 3,3 milhões de euros. O financiamento foi liderado por fundos nacionais e internacionais do setor tecnológico.
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