- Em 2025, Portugal apresentou 368 pedidos de patentes europeias na Organização Europeia de Patentes, o registo mais alto de sempre.
- O total de pedidos na OEP em 2025 foi de 201 974, ultrapassando pela primeira vez a marca de 200 mil, com o número de patentes portuguesas a subir desde 2016 (157) para 368.
- As áreas com mais pedidos em Portugal foram tecnologia informática (39), tecnologia médica (33) e biotecnologia e transportes (21 cada).
- Entre os principais requerentes portugueses, a OPRIMEE liderou com 26 pedidos, seguida de NOS Inovação (18) e INESC Porto (14).
- Por regiões, o Norte contabilizou 144 pedidos, o Centro 106 e Lisboa 33; especialistas destacam que o registo reforça a proteção de inovações, mas persistem entraves como a escassez de capital de risco.
Portugal bateu um recorde de pedidos de patentes na Organização Europeia de Patentes (OEP) em 2025, com 368 pedidos apresentados por empresas e instituições nacionais. Este é o maior valor já registado no país desde que existem registos, e representa uma duplicação face a 2016 (157 pedidos).
Os dados, divulgados pelo EPO Technology Dashboard, indicam que o total global de pedidos de patente na OEP atingiu 201.974 em 2025, ultrapassando pela primeira vez a marca dos 200 mil. Destaque para a participação de Portugal no conjunto europeu.
A líder entre os requerentes portugueses é a OPRIMEE – Innovation Design Engineering Solutions, com 26 pedidos. Seguem-se a NOS Inovação (18) e o INESC Porto (14). Entre as áreas com mais pedidos estão Tecnologia Informática e Tecnologia Médica.
Distribuição por áreas e regiões
Em termos de áreas, a tecnologia informática registou 39 pedidos, a médica 33 e a biotecnologia e transportes registaram 21 cada. Em termos geográficos, o Norte soma 144 pedidos, o Centro 106 e Lisboa 33.
Telmo Vilela, Conselheiro Principal da OEP, comenta que o aumento dos pedidos reforça a perceção de proteção de investimentos em inovação tecnológica, funcionando como bússola para o mercado futuro. A evolução reflete o que pode chegar ao mercado nos próximos anos.
Apesar do crescimento, a Europa continua a registar a maioria dos registos feitos por entidades de outros continentes. O setor tecnológico europeu atrai, mas ainda depende de grandes empresas para transformar inovação em produto. A Europa mantém-se competitiva na criação de tecnologia, mas há caminho a percorrer para transformar esse nível de inovação em empresas de maior dimensão.
Em Portugal, o indicador é positivo e a participação de mulheres inventoras é relevante. Contudo, especialistas apontam que persiste um desafio entre investigação e mercado, com escassez de capital de risco e aversão ao fracasso entre investidores, o que pode moderar o crescimento por patente per capita.
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