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Julgamento sobre dependência de redes sociais nos EUA chega ao fim

Julgamento histórico nos EUA acusa Instagram e YouTube de engenharia da dependência; veredicto pode criar precedente e abrir caminho a indemnizações

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, foi ouvido em tribunal em Fevereiro
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  • O primeiro julgamento com júri sobre danos das redes sociais na saúde mental de jovens terminou, em Los Angeles, com alegações finais.
  • Kaley, jovem da Califórnia identificada como K.G.M., acusa o Instagram (Meta) e o YouTube (Google) de engenharia da dependência, agravando depressão e pensamentos suicidas.
  • O advogado da acusação afirmou que a “economia da atenção” faz com que as plataformas lucrem com o tempo de uso dos jovens, especialmente os menores.
  • As empresas negam responsabilidade, defendendo que as plataformas são seguras para a maioria dos jovens e que os problemas de saúde mental não resultam do seu uso.
  • O caso é visto como julgamento-piloto que pode influenciar milhares de processos nos EUA; já há mais de 1.600 queixas contra Meta, TikTok, YouTube e Snap.

A primeira ação judicial com júri nos Estados Unidos sobre os possíveis danos da saúde mental de jovens causados pelas redes sociais chegou ao fim de uma semana de alegações finais, em Los Angeles. Kaley, uma jovem da Califórnia identificada como K.G.M. nos documentos, acusa o Instagram ( Meta ) e o YouTube ( Google ) de terem criado produtos viciantes que agravaram depressão e pensamentos suicidas. O caso pode estabelecer precedentes sobre a responsabilização de plataformas digitais.

O processo sustenta que funcionalidades como o scroll infinito, a reprodução automática de vídeos e o sistema de gostos foram desenhados para manter utilizadores, especialmente menores, ligados às aplicações. O júri deverá deliberar sobre o veredicto, após seis semanas de julgamento no Tribunal Superior de Los Angeles. As plataformas contestam a acusação, defendendo a segurança das suas opções para quase todos os jovens e rejeitando que a saúde mental de Kaley tenha sido causada pelas redes sociais.

O argumento da acusação, representado por Mark Lanier, centra-se na chamada economia da atenção, alegando que as empresas lucram com o tempo de uso. A defesa das empresas sustenta que a responsabilidade não recai sobre as plataformas e que outros fatores familiares podem explicar o caso. Em divulgações, a Meta aponta situações familiares da autora, enquanto o YouTube compara o uso de plataformas ao consumo de outros itens viciante, destacando que o interesse na rede pode diminuir com o tempo.

Testemunhos de altos executivos marcaram o processo, incluindo o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, o responsável pelo Instagram, Adam Mosseri, e o chefe de engenharia do YouTube, Cristos Goodrow. O julgamento ocorreu ao longo de seis semanas, com intervenções de peritos e especialistas, além de depoimentos de profissionais da indústria tecnológica. O caso é visto como um julgamento-piloto com potencial de influenciar milhares de processos similares nos EUA.

Documentos internos revelaram posições contraditórias dentro das próprias plataformas. Registos do YouTube de 2021 indicaram ausência de medidas claras sobre bem-estar, enquanto documentos da Meta mostraram questionamentos sobre o foco em públicos muito jovens. Trechos de comunicações internas sugerem referências a menores de 13 anos e comparações entre redes sociais e tráfico de substâncias, refletindo debates internos sobre público-alvo e impactos.

O veredicto, esperado em breve, pode gerar indemnizações significativas e pressões para mudanças operacionais nas plataformas. Ainda assim, a Meta e o YouTube devem manter a possibilidade de recurso, de acordo com análises de imprensa. Concluída a fase de argumentação, as partes aguardam a decisão do júri, sem interferência de opiniões públicas expressas no tribunal.

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