- Uma escola privada em Lisboa instalou um sistema de reconhecimento facial para registar presenças, desenvolvido na Eslováquia e exportado para Portugal.
- A Comissão Nacional de Proteção de Dados está a investigar o uso da tecnologia.
- O método envolve o professor usar um telemóvel com uma aplicação que fotografa a sala a partir de vários ângulos.
- As imagens são enviadas para um servidor onde um algoritmo identifica o rosto de cada aluno e compara-o com uma base de dados de perfis biométricos.
- A aplicação devolve uma lista de nomes; os alunos identificados são marcados como presentes e aqueles não encontrados são considerados ausentes.
Uma escola privada de Lisboa utilizou um sistema de reconhecimento facial para registar a presença dos alunos. O software, desenvolvido na Eslováquia, foi implementado para acelerar a tarefa tradicional de chamada. A operação envolve fotografar a turma antes de verificar as presenças.
No processo, o professor utiliza um telemóvel para capturar imagens da sala desde vários ângulos. As fotografias são enviadas para um servidor onde um algoritmo confronta faces com uma base de dados biométrica. O resultado é uma lista de nomes presentes.
Segundo informações disponíveis, a aplicação devolve os nomes identificados e marca os alunos presentes; os não encontrados ficam como ausentes. A prática tem gerado debates sobre privacidade e proteção de dados.
Investigação em curso
A Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) confirmou que está a investigar o uso do sistema de reconhecimento facial na instituição. Ainda não foram divulgadas conclusões, nem se há sanções em curso. O caso levanta questões sobre a conformidade com a lei de proteção de dados.
A União Europeia discute restrições à IA, contexto que envolve a avaliação de como ferramentas biométricas são utilizadas em ambientes escolares. Não há confirmação de alterações immediatas na prática da escola enquanto durar a investigação.
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