- Internet móvel falha em Moscovo, dificultando abrir sites, aplicações e fazer chamadas; o problema também se estende a São Petersburgo.
- O Kremlin afirma que as restrições existem para “assegurar a segurança” e que vão manter-se enquanto forem necessárias.
- A proposição de perdas para negócios online é alta: o diário Kommersant estima cerca de um bilhão de rublos por dia.
- Na Duma, deputados relataram dificuldades com redes no parlamento; cidadãos recorrem a tecnologias antigas, como pagers e walkie-talkies, além de mapas de papel.
- Existem suspeitas de testes a um novo modelo de acesso à internet com lista de sites autorizados; o governo já destacou a aplicação Max para consolidar serviços digitais, elevando preocupações sobre controlo online.
Nos últimos dias, a Internet móvel deixou de funcionar com normalidade em Moscovo. Utilizadores em várias zonas relataram dificuldade em aceder a sites, aplicações e fazer chamadas. A falha estendeu-se a São Petersburgo, afetando serviços digitais essenciais.
A interrupção começou há cerca de uma semana e já condiciona transporte, entregas e comunicações profissionais. Muitos moradores recorreram a soluções alternativas para manter a comunicação e o trabalho.
O Kremlin reconheceu restrições no acesso à rede, afirmando que são tomadas para assegurar a segurança. As autoridades disseram que as limitações vão permanecer enquanto forem necessárias, sem detalhar prazos.
Suspeitas de testes a um novo modelo de acesso
Analistas apontam para potenciais testes a um sistema que limita os sites disponíveis, mantendo apenas conteúdos autorizados pelo Governo. O objetivo seria controlar o que é acessível online.
Especialistas citados pela imprensa estimam perdas para empresas dependentes de comércio e logística, com o mercado a apontar valores próximos de mil milhões de rublos por dia.
Deputados da Duma queixaram-se de falhas no acesso via redes móveis e Wi-Fi dentro do parlamento, o que dificultou a continuidade dos trabalhos legislativos.
Repercussões e adaptações
Com a limitação digital, muitos cidadãos recorreram a tecnologias em desuso, como walkie-talkies e pagers, que registaram aumentos de procura. Mapas em papel também voltaram a ganhar uso.
Activistas de direitos humanos sugerem que o bloqueio pode estar relacionado com testes a um ecossistema de internet mais controlado. O objetivo seria restringir o conteúdo disponível.
Caminhos políticos e tecnológicos
As autoridades já indicaram que uma lista de sites essenciais poderia incluir plataformas de compras, entregas e farmácias online. Críticos temem avanços que reduzem o acesso global à internet.
No contexto atual, o governo tem promovido a aplicação Max, destinada a concentrar serviços digitais numa única plataforma. Analistas veem-na como parte da estratégia de consolidação estatal do ecossistema digital.
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