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Que matou oito na escola planeou ataque via ChatGPT vítima processa empresa

Processo contra OpenAI, após tiroteio numa escola canadiana; mãe de vítima afirma que a empresa sabia dos planos e não alertou as autoridades

Vigília em homenagem às vítimas
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  • No dia 10 de fevereiro, numa escola da Colúmbia Britânica, no Canadá, um tiroteio resultou em oito mortos e 27 feridos; o atirador suicidou-se.
  • A família de Maya Gebala, uma das vítimas gravemente ferida, anunciou que vai processar a OpenAI, responsável pelo ChatGPT.
  • A investigação revelou que a atiradora mantinha uma conta no ChatGPT, que foi banida em junho de 2025; a mãe diz que a conta foi criada antes de completar 18 anos e que não houve verificação de idade.
  • Alegadamente, a atiradora usava a IA como “confidente”, com mensagens sobre violência armada; após o banimento, abriu outra conta e retomou os planos.
  • A OpenAI disse que não pediu apoio à polícia, alegando que a conta não apresentava perigo credível; em Calgary, houve um encontro entre o CEO Sam Altman e o ministro canadiano Evan Solomon, no qual foram anunciadas medidas para melhorar os alertas às autoridades.

Uma sobrevivente de um tiroteio numa escola na Colúmbia Britânica, Canadá, vai processar a OpenAI, empresa criadora do ChatGPT, alegando que a plataforma estava a par dos planos do ataque, mas não alertou as autoridades.

O incidente ocorreu a 10 de fevereiro numa escola da região. Um(a) aluno(a) matou oito pessoas e feriu 27 antes de cometer suicídio. A família de Maya Gebala, que ficou gravemente ferida, entrou com o processo contra a OpenAI.

Autoridades indicam que a atiradora mantinha uma ligação com uma conta no ChatGPT, onde terá planeado o ataque. A conta foi banida em junho de 2025, meses antes do ocorrido, segundo a investigação.

A mãe de Gebala, Cia Edmonds, afirma que a conta foi criada antes de completar 18 anos e que não houve verificação de idade, apesar de existir possibilidade de verificação com consentimento dos pais. A plataforma é acusada de não averiguar de forma adequada.

Segundo a família, a utilizadora utilizava o ChatGPT como confidante, com diversos cenários de violência descritos durante um longo período até ao bloqueio da conta. Relatos indicam que o pedido de contacto com autoridades foi rejeitado.

Apesar do banimento, a acusação sustenta que a atiradora criou outra conta no ChatGPT e retomou os planos, mantendo a persistência de ameaça à comunidade escolar.

A OpenAI afirmou que não informou a Polícia porque, segundo a empresa, a conta não configurava um plano credível de dano iminente. A empresa afirmou ainda prioridade na cooperação com o Governo para evitar tragédias futuras.

Numa reunião virtual a 4 de março, o CEO da OpenAI, Sam Altman, com o ministro da IA do Canadá, Evan Solomon, prometeu reforçar os protocolos de notificação policial sobre interações potencialmente perigosas e pediu desculpas às vítimas.

Pouco depois, a OpenAI publicou uma carta aberta aos ministros do Canadá, anunciando medidas como a inclusão de especialistas em saúde mental para avaliar casos e tornar os alertas às autoridades mais flexíveis, defendendo que as novas políticas poderiam ter alertado as autoridades mais cedo.

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