- Meta apresenta ferramentas baseadas em inteligência artificial para detectar fraudes na Internet, com foco em burlas que usam rostos de figuras públicas e na identificação de sites que imitam marcas conhecidas.
- No WhatsApp, passam a haver alertas sempre que há tentativas suspeitas de ligar o acesso de um novo dispositivo a uma conta.
- O Messenger recebe melhorias na detecção de comportamentos maliciosos, especialmente esquemas de falsas ofertas de emprego, com avisos e sugestões de bloqueio.
- A empresa pretende que, até ao final de 2026, cerca de 90 por cento das receitas publicitárias provenham de anunciantes verificados, como camada adicional de proteção.
- Além do uso de tecnologia, a Meta destaca cooperação com as autoridades, removendo anúncios violadores e desativando contas ligadas a burlas; uma operação com o FBI e a polícia tailandesa desativou 150 mil contas e prendeu 21 suspeitos. O programa FIRE facilita o intercâmbio de informações entre plataformas.
A Meta apresentou um conjunto de ferramentas baseadas em IA para combater fraudes na Internet, com foco na verificação de identidades e na deteção de conteúdos enganosos. A empresa, que gere o Facebook, o Instagram e o WhatsApp, revelou o pacote nesta quarta-feira. O objetivo é combater burlas que usam imagens de figuras públicas e a simulação de páginas oficiais de marcas.
As novas tecnologias permitem analisar texto e contexto de imagens para identificar padrões de fraude com maior rapidez. Entre os alvos estão as burlas conhecidas como celeb-bait, que utilizam rostos reconhecíveis para dar credibilidade a esquemas. A Meta também pretende impedir que sites imitem páginas oficiais de marcas.
Segurança nas mensagens
No WhatsApp, a plataforma passa a emitir alertas quando alguém tenta associar uma conta a um novo dispositivo de forma suspeita. Os avisos surgem durante ligações de dispositivos por meio de códigos ou leitura de QR, permitindo bloquear o acesso antes da conclusão da operação.
O Messenger do Facebook também reforça a detecção de comportamentos maliciosos, com o alargamento da fiscalização a mais países. A ferramenta identifica padrões de esquemas de falsas ofertas de emprego e sugere o bloqueio do contacto suspeito.
Verificação de anunciantes e ação policial
Até ao final de 2026, a Meta quer que cerca de 90 por cento das receitas publicitárias provenham de anunciantes verificados. A verificação será obrigatória para categorias de alto risco, adicionando transparência à promoção de conteúdos.
A empresa destaca a cooperação com as autoridades fac-lheis, que diz ter sido crucial para desmantelar redes criminosas. No último ano, a Meta removeu mais de 159 milhões de anúncios e desativou 10,9 milhões de contas associadas a burlas.
Em uma operação recente com o FBI e a polícia da Tailândia, foram desativadas 150 mil contas e detidos 21 suspeitos. A Meta aponta que a eficácia depende da partilha de informações entre plataformas, via o programa FIRE (Fraud Intelligence and Reciprocal Exchange).
Entre na conversa da comunidade