- A Meta encerrou mais de 150.000 contas ligadas a centros de ciberfraude no Sudeste Asiático, em operação conjunta de várias autoridades.
- 21 pessoas foram detidas pela polícia tailandesa com apoio do Departamento de Justiça dos EUA, do FBI e da agência britânica National Crime Agency.
- A ação sucede a uma primeira operação, em dezembro, que encerrou 59.000 contas e bloqueou milhares de anúncios relacionados com fraudes.
- Os centros de burlas costumam situar-se no Camboja, na Birmânia e no Laos; vítimas norte-americanas perderam mais de $10 mil milhões em 2024, segundo o governo dos EUA.
- A Meta sublinha a necessidade de cooperação público-privada e já testa alertas de atividade suspeita no Messenger, seguindo exemplos implementados no Facebook e no WhatsApp.
A Meta encerrou mais de 150 mil contas nas suas redes sociais num esforço conjunto contra centros de ciberfraude no Sudeste Asiático. A operação envolveu autoridades de vários países, informou a empresa.
21 pessoas foram detidas pela polícia tailandesa, com apoio do Departamento de Justiça dos EUA, do FBI e da NCA britânica. A ação sucede a uma primeira atuação, em dezembro, que já tinha removido 59 mil contas.
A repressão tem sido mais intensa nos últimos meses, especialmente em centros de burlas online instalados no Camboja, na Birmânia e no Laos. O objetivo é reduzir fraudes que utilizam redes sociais e serviços de mensagens.
Segundo o governo dos EUA, cidadãos norte-americanos vítimas de golpes no Sudeste Asiático perderam mais de 10 mil milhões de dólares em 2024. A colaboração entre setores público e privado é destacada como essencial.
De acordo com Jirabhop Bhuridej, adjunto do chefe da polícia tailandesa, a cooperação internacional é fundamental para combater este fenómeno. O responsável sublinhou a importância da coordenação entre países.
O tema está relacionado com investigações realizadas pela AFP em outubro, que já mostravam a proliferação de centros de atendimento perto da fronteira entre Tailândia e Birmânia, apesar de ações anteriores.
Medidas de prevenção e detecção
O Facebook testa um alerta para contas com sinais de atividade suspeita que contactam outros utilizadores. O WhatsApp já tem mecanismo semelhante, e a Meta prepara o Messenger.
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