- O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, apresentou o HODIO, uma ferramenta para analisar a difusão do discurso de ódio nas redes sociais e o papel dos algoritmos na polarização.
- A apresentação ocorreu durante a inauguração da primeira Cimeira Internacional contra o Ódio e o Assédio Digital, em Madrid.
- O HODIO pretende gerar indicadores sobre a evolução do discurso de ódio online, identificar padrões de propagação e compreender dinâmicas das plataformas que promovem a polarização.
- O governo já anunciou a intenção de proibir menores de 16 anos de aceder às redes sociais até 2026, para reforçar a proteção de menores e reduzir o cyberbullying.
- A Comissão Europeia avisou que as medidas de controlo das redes sociais devem manter-se dentro do quadro da União Europeia, especialmente em relação à Lei dos Serviços Digitais.
O presidente espanhol, Pedro Sánchez, apresentou na quarta-feira em Madrid a ferramenta HODIO (Huella del Odio y la Polarización), criada para medir a propagação do discurso de ódio nas redes e avaliar o impacto dos algoritmos na polarização. A apresentação ocorreu durante a inauguração da primeira cimeira internacional contra o Ódio e o Assédio Digital.
O objetivo é gerar indicadores sobre a evolução do discurso de ódio online, identificar padrões de propagação e entender como as dinâmicas das plataformas contribuem para a polarização. O sistema analisará grandes volumes de atividade pública para medir intensidade, alcance e evolução temporal.
A iniciativa insere-se numa estratégia do Governo espanhol para reforçar a segurança na Internet, particularmente para menores. Sánchez já avisou sobre uma possível medida restritiva para menores de 16 anos no acesso às redes sociais, visando reduzir cyberbullying e exposição a conteúdos nocivos.
Contexto europeu e perspetivas regulatórias
A Comissão Europeia tem observado cautelas sobre o controlo das redes sociais, defendendo que medidas nacionais não devem extrapolar o enquadramento da UE, sobretudo a Lei dos Serviços Digitais. O objetivo é garantir responsabilidade das plataformas sem comprometer a harmonização do mercado comum.
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