- Na Europa, as mulheres representam 19% das funções tecnológicas, abaixo dos 22% de 2022.
- Apenas 13% dos cargos de gestão em tecnologia são ocupados por mulheres, e 8% são de direção e nível C.
- As mulheres estão mais representadas em gestão de produto (39%) e design (53%), mas essas áreas correspondem a uma fração menor da força de trabalho tecnológica.
- Áreas como inteligência artificial, dados, infraestrutura e engenharia de software estão a crescer, com menor participação feminina.
- O estudo aponta ainda que quase 50% das mulheres enfrentaram preconceito ou discriminação no último ano, e 82% sentem que precisam de provar mais as suas competências.
O estudo da McKinsey & Company mostra que as mulheres representam 19% das funções tecnológicas na Europa, uma queda em relação aos 22% de 2022. A publicação ocorreu a 6 de março de 2024. O relatório analisa o impacto da paridade na evolução da IA na região.
A pesquisa aponta que apesar do aumento de mulheres em cursos STEM, essa subida não se traduz na prática laboral tecnológica. Em gestão de tecnologia, apenas 13% são ocupadas por mulheres; no topo executivo, 8%.
As mulheres concentram-se, em maior medida, em áreas como gestão de produto (39%) e design (53%), mas representam uma fração relativamente pequena da força de trabalho tecnológica. Outras áreas, como IA, dados, infraestruturas e engenharia de software, crescem com baixa representação feminina.
Contexto e dados-chave
A McKinsey estima que 17% das competências atuais podem tornar-se principalmente automatizadas pela IA. Além disso, 70% do trabalho tecnológico pode passar a ser híbrido, combinando humanos e tecnologia, enquanto 11% permaneceriam centrados nas pessoas.
Quase 50% das mulheres relataram situações de preconceito ou discriminação no último ano, e 82% afirmam ter de provar mais as suas competências do que os homens. Rita Calvão, sócia associada da McKinsey, considera o risco estratégico de não mobilizar o talento feminino.
O estudo abrange os 27 Estados-membros da UE e utiliza dados do Eurostat, PISA e TIMSS. A McKinsey também analisou dados do LinkedIn de mais de 500 empresas em 37 países europeus.
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