- A Meta enfrenta uma ação judicial nos EUA por preocupações de privacidade associadas aos seus óculos inteligentes com IA, após uma investigação que mostrou trabalhadores humanos a analisar conteúdos captados pelos dispositivos.
- Jornais suecos Svenska Dagbladet e GP revelaram que trabalhadores de uma subcontratada sediada no Quénia avaliavam imagens privadas, incluindo nudez, dados bancários e vídeos íntimos.
- O Information Commissioner’s Office (regulador de proteção de dados do Reino Unido) abriu uma investigação, que deu origem à ação nos EUA.
- O processo acusa a Meta de publicidade enganosa, alegando que mensagens como “concebidos para garantir a privacidade, controlados por si” induzem utilizadores a acreditar que os seus momentos privados estavam protegidos. A Luxottica of America também é visada a título de prática contra as leis de defesa do consumidor.
- A subcontratada Sama, em Nairobi, emprega trabalhadores que descrevem e avaliam imagens para treinar os sistemas de IA; a Meta afirma que os rostos são geralmente desfocados, mas isso nem sempre acontece.
Meta enfrenta processo nos EUA por privacidade associada aos óculos inteligentes com IA. A ação surge depois de uma investigação de jornais suecos que apontou para análise humana de imagens captadas pelos dispositivos.
O caso envolve a utilização de trabalhadores de uma subcontratada sediada no Quénia para revisar conteúdos privados captados pelos óculos. Entre os conteúdos analisados estariam nudez, idas ao quarto de banho, relações sexuais e dados bancários.
A investigação teve início após o regulador de proteção de dados do Reino Unido, o Information Commissioner’s Office, abrir uma averiguação. Seguiu-se a apresentação de uma ação judicial nos EUA, movida por Mateo Canu e Gina Bartone, representados pelo escritório Clarkson Law Firm.
O processo sustenta que a Meta promove os óculos com promessas de privacidade controladas pelo utilizador, o que pode induzir os consumidores a acreditar que os seus momentos privados estão protegidos. Alegações também apontam para ausência de avisos contrários.
A Luxottica of America, fabricante associada aos óculos, é igualmente alvo de reclamações semelhantes. Os termos de utilização da IA da Meta no Reino Unido e nos EUA indicam que a empresa pode analisar interações com IA, incluindo conteúdos de conversas, de forma automatizada ou humana.
A subcontratada mencionada é a Sama, empresa de anotação de dados com base em Nairobi, onde trabalhadores descrevem e rotulam imagens para treinar sistemas de IA. A Meta afirmou que, em alguns casos, conteúdos de utilizadores podem ser revistos por prestadores externos para melhorar a experiência.
A Meta diz que os rostos costumam ser desfocados, mas fontes próximas ao caso afirmam que isso nem sempre acontece, abrindo espaço para conteúdos sensíveis serem visíveis. A empresa adiciona que revisões ocorrem para melhorar a experiência e que medidas são tomadas para evitar informações identificáveis.
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