- A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) anunciou um aumento de 1% no preço da electricidade para famílias no mercado regulado em Portugal continental, válido a partir de 1 de janeiro de 2026, com a tarifa social a manter um desconto de 33,8%.
- O incremento corresponde a aumentos entre 0,18 euros e 0,28 euros na fatura mensal de clientes no mercado regulado, ilustrados por cenários de um casal sem filhos e de um casal com dois filhos.
- Em agosto, o mercado regulado tinha cerca de 820 mil clientes domésticos, enquanto o mercado livre contava com 5,7 milhões de clientes; o aumento é inferior à variação do IHPC, segundo a ERSE.
- O custo final da fatura também inclui as tarifas de acesso às redes, que vão aumentar 3,5% para os consumidores em baixa tensão, com a ERSE a incentivar a comparação de ofertas através do simulador de preços.
- A EDP Comercial anunciou uma redução de 4% na componente de energia e operação comercial a partir de 1 de janeiro de 2026, dependendo do custo de acesso às redes; a ERSE aponta previsões de menor preço da eletricidade em 2026 e ajustes relacionados com investimentos nas redes.
A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) confirmou o aumento de 1% no preço da eletricidade para as famílias em mercado regulado em Portugal continental, vigente a partir de 1 de janeiro de 2026. A decisão acompanha a proposta de variação média das tarifas transitórias, apresentada em outubro. Os clientes com tarifa social manterão um desconto de 33,8%.
Segundo a ERSE, o aumento de 1% resulta em aumentos mensais entre 0,18 euros e 0,28 euros na fatura de quem está no mercado regulado. As estimativas baseiam-se em perfis de consumo típicos: um casal sem filhos, 3,45 kVA e 1900 kWh/ano; e um casal com dois filhos, 6,9 kVA e 5000 kWh/ano. As tarifas já incluem impostos.
A ERSE aponta que cerca de 820 mil clientes domésticos continuam no mercado regulado, enquanto 5,7 milhões estão no mercado livre. A subida prevista é inferior ao IHPC, o que implica uma redução em termos reais, segundo a entidade.
Custos de acesso às redes
O preço final inclui ainda as tarifas de acesso às redes, reguladas pela ERSE, que também aumentam. Em baixa tensão, a variação será de 3,5%, acima dos 3% inicialmente previstos. Este componente influencia as ofertas no mercado liberalizado.
A ERSE recomenda aos consumidores que comparem ofertas entre operadores, considerando o custo total da energia. O simulador de preços da entidade facilita essa comparação.
Reação do mercado e previsões
A EDP Comercial anunciou uma redução de 4% na componente de energia e operação comercial da fatura a partir de 1 de janeiro de 2026, dependente do custo de acesso às redes. A ERSE comenta que as cotações de futuros apontam para uma queda dos preços da eletricidade em 2026, ajudando a compensar parte das tarifas de acesso às redes.
As tarifas de acesso às redes devem também beneficiar da diminuição do diferencial de custos com a Produção em Regime Especial (PRG). Paralelamente, os proveitos de transporte e distribuição devem aumentar com o investimento previsto para 2026-2029 e o aumento das taxas de remuneração dos ativos.
Perspetivas e contenção tarifária
A ERSE indica medidas de contenção tarifária que podem reduzir o impacto em cerca de 422 milhões de euros. A conjugação destes fatores aponta para a redução da dívida tarifária, estimada em 508 milhões de euros, fixando-a em 1081 milhões ao final de 2026. Estas informações visam a sustentabilidade do sistema elétrico e a estabilidade das tarifas para os consumidores.
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