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Oportunidade de tornar o Porto mais acessível para todos tem vindo a perder-se

Segundo o especialista em urbanismo Vítor Oliveira, a organização do piso urbano compromete qualidade de vida e segurança no Porto

Vítor Oliveira é investigador principal do CITTA, na Faculdade de Engenharia, no Porto
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  • O urbanista Vítor Oliveira diz que a forma como se organiza o chão da cidade afeta a qualidade de vida e a segurança das pessoas.
  • As ruas do Porto, com fachadas estreitas e tiras de terreno compridas, reflectem um planeamento do século XIX.
  • O Plano Almadino, coordenado por João de Almada e Melo em 1784, organizou a expansão da cidade para além da muralha medieval com coerência.
  • Esse plano era também um modelo de comunidade, orientando a organização da cidade.
  • O texto aponta que existe uma oportunidade a perder de fazer um Porto mais de todos.

O urbanista Vítor Oliveira disse que a forma como o chão da cidade é organizado influencia a qualidade de vida e a segurança em Porto. As afirmações foram feitas em contexto de análise sobre o planeamento urbano da cidade.

OLIVEIRA destaca que o desenho tradicional das ruas portuenses, com fachadas estreitas e tiras de terreno compridas, não é apenas uma herança do século XIX, mas um modelo de organização comunitária.

O que sustenta a visão é o histórico Plano Almadino, coordenado por João de Almada e Melo em 1784, que orientou a expansão para além da muralha com uma coerência urbanística que privilegiava a convivência.

Segundo o especialista, compreender esse passado pode informar decisões atuais, nomeadamente a forma de ordenar espaços públicos, densidade e acessibilidades, visando melhoria de vida e segurança na cidade.

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