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Turismo em alta eleva rendas e expulsa moradores locais

O turismo eleva rendas na Europa; Grécia regista 342 euros por ano desde 2019, Irlanda prevê 251 euros a mais nos próximos cinco anos

Europa em movimento
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  • A Europa é a maior região turística do mundo, recebendo mais de metade das chegadas internacionais.
  • O turismo injeta milhões na economia, mas aumenta custos de vida e rendas, afetando sobretudo residentes.
  • Novo estudo aponta que, desde 2019, as rendas na Grécia subiram cerca de 342 euros por ano, com impacto também em Espanha, Portugal e Itália.
  • Espanha tem políticas de controlo de rendas que atenuaram parte da inflação; Itália beneficiou de maior oferta de habitação para aliviar pressão.
  • Na Irlanda, o aumento anual previsto das rendas é de 251 euros nos próximos cinco anos, com o aeroporto de Dublin a poder agravar o mercado; a tendência global é de subida das rendas devido ao turismo.

A Europa é hoje a maior região turística do mundo, recebendo mais da metade das chegadas internacionais. A indústria do turismo injeta milhões na economia, mas também traz impactos no custo de vida, especialmente nas rendas.

Segundo a New Economics Foundation, os fluxos turísticos empurraram as rendas para cima em média 342 euros por ano na Grécia desde 2019. O estudo cruzou dados de Eurostat, volume de passageiros aéreos e preços das rendas.

Protestos contra o excesso de turismo foram registados na Grécia, Espanha, Itália e Portugal, entre outros. Espanha registou um aumento estimado de 236 euros, seguido de Portugal com 220 e Itália com 202 euros.

Impacto por país

A Irlanda surge com o maior aumento de rendas em termos absolutos para os próximos cinco anos, de 251 euros anuais. O estudo aponta que o plano de expansão do aeroporto de Dublin pode piorar a pressão sobre o mercado de habitação.

De modo geral, as rendas deverão continuar a subir em todos os países analisados, devido ao turismo. Em contrapartida, a relação com custos de construção não é uniforme.

Este relatório contrasta com a ideia de que o aumento das rendas é apenas resultado da inflação na construção, que avançou 45% na UE. Itália, Espanha e Grécia registaram aumentos mínimos em construção, sugerindo outras origens para o fenómeno.

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