- A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou as críticas à resposta do governo ao duplo sismo de 7,2 e 7,5, dizendo que todos os meios foram activados de imediato.
- Rodríguez afirmou que não houve atraso e acusou as críticas de serem narrativas políticas fabricadas em propaganda.
- Os moradores das zonas atingidas queixam-se de falta de maquinaria pesada e de apoio, e temem que o balanço oficial de mortos seja subestimado.
- O governo sustenta que 80% das construções que ruíram teriam sido feitas por privados, não pelo Estado, sem apresentar provas.
- As operações de procura e resgate estão a tornar-se operações de remoção de cadáveres; a última pessoa resgatada com vida foi Hernán Gil Flores, na quinta-feira, com apoio da Força Operacional Conjunta enviada por Portugal.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou as críticas à resposta do governo após o duplo sismo que abalou o país. Garantiu que todos os meios estatais foram ativados de imediato para assistir a população, apontando que não houve atraso. A dirigente acusou as críticas de politização da tragédia.
Segundo Rodríguez, o governo não poupou esforços, públicos, privados, nacionais ou internacionais, para socorrer as vítimas e apoiar as famílias afetadas. As autoridades mantêm que os números oficiais são verificados com rigor e jautam que não há especulação sobre as estatísticas.
Vítimas e críticas têm chegado de várias regiões, com moradores a relatar falta de máquinas pesadas e apoio logístico em zonas degradadas. A população também questiona o balanço do número de mortos, que as autoridades dizem estar sob verificação contínua.
Resposta do governo e balanços oficiais
Delcy Rodríguez assegurou que a contagem de mortos está sujeita a verificação constante, rejeitando alegações de manipulação. Discursou sobre a importância de manter dados confiáveis e evitar narrativas fabricadas.
Alguns críticos associam o colapso de habitações sociais a defeitos de construção. A líder venezuelana afirmou que 80% das estruturas que ruíram teriam sido erguidas por privados, sem apresentar provas. A justificativa não alterou a investigação em curso sobre as causas das falhas estruturais.
Operações de busca e desfechos
As operações de busca estão a evoluir para remoção de cadáveres, com menor probabilidade de encontrar sobreviventes após mais de uma semana. O último resgate com vida foi o segurança Hernán Gil Flores, efetuado na quinta-feira com apoio da Força Operacional Conjunta enviada por Portugal. A intervenção internacional insere-se num conjunto de apoios recebidos pela Venezuela.
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