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Ministério adia em 4 dias o prazo de correção de exames, mas problemas persistem

Correção adiada para 14 de julho, mas falhas na plataforma e relatos de provas desaparecidas colocam em risco a fiabilidade e os prazos

Docentes classificadores continuam a relatar erros e dificuldade de acesso à plataforma eletrónica
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  • O Ministério adia a conclusão da classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário de 10 para 14 de julho, com a afixação das notas a passar de 14 para 17 de julho.
  • A segunda fase dos exames, inicialmente marcada entre 16 e 22 de julho, passa a realizar-se entre 20 e 24 de julho; as candidaturas ao concurso nacional de acesso ao ensino superior mantêm-se para 20 de julho.
  • O MECI admite que a distribuição dos itens para classificação ainda não está completa e que cumprir os prazos originais implicaria menos tempo para cada professor, arriscando a fiabilidade do processo.
  • Docentes classificadores continuam a relatar falhas na correção de respostas digitalizadas, com casos de itens desaparecidos e folhas de continuação ausentes.
  • A Missão Escola Pública defende a 2.ª fase em setembro para ganhar tempo e rigor, enquanto diretores receiam não conseguir afixar as pautas no dia 17 de julho.

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação adiou o prazo da classificação digital dos exames nacionais do ensino secundário para 14 de julho, mantendo apenas o dia 17 para a afixação das notas. A segunda fase dos exames passou para 24 de julho, mantendo a candidatura ao ensino superior para 20 de julho.

A decisão surgiu porque a distribuição dos itens para classificação ainda não está concluída, o que, segundo o MECI, reduziria o tempo disponível para cada professor e colocaria em risco a fiabilidade do processo. O objetivo é evitar transtornos para alunos, famílias, docentes e escolas.

Ainda na sexta-feira, várias falhas foram reportadas pelos docentes classificadores no portal Metaprof, com erros na correção de respostas em papel que foram digitalizadas e carregadas na plataforma. Os relatos apontam perdas de provas e método de correção que não correspondem ao que foi marcado pelo docente.

Docentes relataram que algumas provas corrigidas desapareceram e que folhas de continuação não existiam ou surgiram de forma inesperada. Outros apontam que itens corrigidos podem ter sido substituídos por conteúdos inseridos por terceiros, gerando dúvidas sobre a fidelidade da avaliação.

A Missão Escola Pública (MEP) afirma que ainda não está claro como resolver estes problemas. O adiamento é visto pela associação como uma gestão de calendário, e não como solução para as falhas técnicas presentes.

Além disso, há pedidos para realizar a segunda fase apenas em setembro, como ocorreu em 2020 durante a pandemia. A proposta visa garantir mais tempo para a classificação, maior tranquilidade aos professores classificadores e maior rigor na avaliação.

Os diretores de escolas temem não conseguir afixar as pautas no novo dia 17, com a possibilidade de atrasos adicionais. A direção opina que a data pode não comportar a divulgação das notas de forma atempada para todos os alunos.

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