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EasyJet aceita proposta de aquisição de fundo de investimento dos EUA

EasyJet aceita proposta de Castlelake com avaliação superior a £5 mil milhões, oferta de £6,90 por ação sujeita a oferta firme até 3 de agosto

EasyJet aceitou oferta de compra por fundo norte-americano
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  • A EasyJet anunciou ter chegado a um acordo de princípio para uma possível aquisição pela Castlelake, fundo de private equity dos EUA, após receber uma nova proposta que avalia a empresa em mais de £5 mil milhões.
  • A quinta proposta de Castlelake é de £6,90 por ação, valor que o conselho pretende recomendar aos acionistas se surgir uma oferta firme até 3 de agosto.
  • A Castlelake, que gere ativos na aviação, já tinha feito quatro propostas anteriores, todas rejeitadas pela EasyJet.
  • A EasyJet afirma que não há garantia de uma oferta firme até o prazo, e recorda que, em maio, teve perdas de £377 milhões no primeiro semestre, afetadas pelo aumento dos preços dos combustíveis e pelo conflito no Médio Oriente.
  • A concorrente Ryanair regista lucros mais elevados, e a Castlelake já investiu na SAS (cerca de 32%), participação que está a ser recompra pela Air France-KLM.

A EasyJet chegou a um acordo de princípio para uma possível aquisição pelo fundo de investimento privado norte-americano Castlelake. A avaliação da operação fica acima de 5 mil milhões de libras (cerca de 5,8 mil milhões de euros). A proposta surge na sequência de uma nova oferta substancial apresentada pela Castlelake.

O conselho da EasyJet afirmou que a quinta proposta envolve 6,90 libras por ação e pretende recomendá-la aos acionistas, caso haja uma oferta firme até 3 de agosto, data-limite para o fechamento do negócio. A Castlelake já tinha apresentado quatro propostas anteriores, que foram recusadas pela transportadora britânica.

A Castlelake, que gerência ativos de cerca de 38 mil milhões de dólares em leasing de aeronaves, tem operações ligadas a várias companhias aéreas. Em 2023, a empresa adquiriu quase 32% da SAS, participação que está a ser recompra pela Air France-KLM. A EasyJet, fundada na década de 1990, já teve quatro propostas rejeitadas, sendo a terceira considerada altamente oportunista por ocorrer após a queda das ações da empresa.

Condições da proposta e contexto financeiro

Em maio, a EasyJet reportou uma queda de 27% no lucro semestrál, situando as perdas em 377 milhões de libras, devido ao aumento do custo do combustível e às alterações de viagem associadas ao conflito no Médio Oriente. O grupo avisa que o segundo semestre pode manter o impacto, embora o CEO Kenton Jarvis afirme que a companhia está bem posicionada para enfrentar a turbulência.

A Air France-KLM e outras operadoras do setor já apontaram efeitos da instabilidade regional no desempenho financeiro. A Ryanair, concorrente de baixo custo, registou aumento de lucro no último exercício, mas também destacou desafios futuros relacionados ao ambiente geopolítico.

A EasyJet reforça que o objetivo é fortalecer a frota e a competitividade de longo prazo, alinhando-se com um plano de transformação e modernização. A empresa não confirma se haverá qualquer oferta firme até a data-limite e mantém a comunicação aberta com o fundo norte-americano.

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