- Mais de 1,2 milhões de imigrantes pediram aderir ao processo extraordinário de regularização em Espanha, segundo fontes governamentais citadas pelo jornal El País, a apenas um dia do fim do prazo de admissão.
- As previsões iniciais falavam em entre 500.000 e 700.000 pedidos, e o governo pode assim superar o recorde de regularizações desde a Transição.
- O decreto-lei determina que a decisão final seja tomada no prazo máximo de três meses, e a notificação de admissão ocorre num máximo de 15 dias; se não houver decisão, o silêncio administrativo é de indeferimento.
- A admissão à apreciação suspende quaisquer medidas de expulsão, e o requerente recebe uma autorização provisória de residência válida por um ano, podendo depois requerer uma autorização ordinária; a regularização não concede nacionalidade automaticamente.
- Desde 1978 já houve seis processos extraordinários de regularização; o recorde corresponde a Zapatero, com 576.506 pessoas regularizadas.
Mais de 1,2 milhões de imigrantes apresentaram pedidos para aderir ao processo extraordinário de regularização em Espanha, avança o jornal El País com fontes governamentais. A cifra, ainda por confirmar no total, surge a menos de 24 horas do término do prazo de admissão. O governo aponta para uma procura que quase duplica as previsões iniciais.
O processo permite regularizar quem já residia e trabalhava em Espanha antes de 2026, desde que comprove residência por pelo menos cinco meses consecutivos e não tenha acesso à Segurança Social por ausência de contrato laboral regular. Os pedidos estão a ser avaliados à luz do decreto-lei aprovado pelo Ministério da Inclusão, Segurança Social e Migrações.
O Governo espanhol ainda não divulgou o número final, mas o Primeiro-Ministro Pedro Sánchez deverá anunciar dados provisórios já nesta terça-feira. O objetivo é conhecer rapidamente a dimensão das regularizações antes de uma decisão final, que pode demorar até três meses.
Contexto histórico das regularizações
Espanha já realizou seis processos extraordinários de regularização desde a Transição para a democracia, em 1978. O maior volume ocorreu sob José Luis Rodríguez Zapatero, com 576.506 pessoas regularizadas. O novo processo pode superar esse recorde caso a maioria dos pedidos seja validada.
Para aceder ao procedimento é necessário demonstrar residência com documentação como registo municipal, faturas, contratos de arrendamento, relatos médicos ou comprovativos de remessas ao estrangeiro. Além disso, não podem ter antecedentes criminais.
Ao serem admitidos à apreciação, os requerentes ficam temporariamente autorizados a residir e trabalhar por um ano. Após esse período devem pedir uma autorização ordinária. A admissão ao procedimento não implica obtenção automática da nacionalidade espanhola, que segue outro conjunto de requisitos legais.
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