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Fenprof critica cortes de vagas para Português e Francês no 2.º ciclo

Fenprof denuncia esvaziamento do grupo 210 (Português e Francês do 2.º ciclo) com redução de vagas, prejudicando centenas de docentes

Professores entendem que a progressiva redução de vagas não resulta da diminuição das necessidades permanentes
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  • A Fenprof criticou, na quarta-feira, a redução progressiva das vagas para professores de Português e Francês do 2.º ciclo, alegando esvaziamento do grupo de recrutamento em prejuízo de centenas de docentes.
  • A federação afirma que, apesar de existir carência de professores de Português, as vagas do grupo 210 vão desaparecendo com as aposentações sem reposição.
  • Existem escolas onde horários completos de Português do 2.º ciclo são atribuídos a docentes de outros grupos de recrutamento ou até a professores do Português do 3.º ciclo.
  • Segundo as listas definitivas de concursos para o ano letivo de 2026/2027, apenas um quarto dos candidatos do grupo 210 conseguiu colocação, a taxa mais baixa entre os três grupos de recrutamento para Português do 2.º ciclo.
  • A Fenprof aponta que há casos de docentes do 3.º ciclo a receber horários de Português Língua Não materna do 2.º ciclo e defende integração desses docentes nas necessidades de PLNM, bem como a criação de grupos disciplinares únicos para o 2.º ciclo.
  • A mensagem da Lusa ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação não obteve resposta até ao momento.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou, nesta quarta-feira, a redução progressiva das vagas para professores de Português e Francês do 2.º ciclo. A entidade sustenta que as vagas vão desaparecendo com as aposentadorias e não são repostas.

Segundo a Fenprof, há escolas onde horários completos de Português do 2.º ciclo são dados a docentes de outros grupos de recrutamento ou mesmo a docentes do 3.º ciclo. Com isso, o número de vagas não preenchidas aumenta de ano para ano.

A federação aponta que, nas listas definitivas de concursos para o ano letivo 2026/2027, apenas 25% dos candidatos do grupo 210 conseguiram colocação, a menor taxa entre os três grupos de recrutamento habilitados para lecionar Português no 2.º ciclo.

Caso se mantenha a situação, vários docentes com mais de 30 anos de serviço ficam sem colocação, dificultando deslocações para perto de casa através do concurso interno. A Fenprof acusa opções administrativas de transferirem necessidades para outros grupos.

A entidade defende a integração desses docentes nas necessidades de PLNM e a criação de grupos disciplinares no 2.º ciclo que integrem Português, Inglês e História e Geografia de Portugal, para que os professores possam escolher a área de atuação conforme a formação.

A Fenprof solicita ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação soluções rápidas para reparar o que considera uma injustiça com décadas de persistência. O ministério não respondeu até ao momento.

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