A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) criticou, nesta quarta-feira, a redução progressiva das vagas para professores de Português e Francês do 2.º ciclo. A entidade sustenta que as vagas vão desaparecendo com as aposentadorias e não são repostas.
Segundo a Fenprof, há escolas onde horários completos de Português do 2.º ciclo são dados a docentes de outros grupos de recrutamento ou mesmo a docentes do 3.º ciclo. Com isso, o número de vagas não preenchidas aumenta de ano para ano.
A federação aponta que, nas listas definitivas de concursos para o ano letivo 2026/2027, apenas 25% dos candidatos do grupo 210 conseguiram colocação, a menor taxa entre os três grupos de recrutamento habilitados para lecionar Português no 2.º ciclo.
Caso se mantenha a situação, vários docentes com mais de 30 anos de serviço ficam sem colocação, dificultando deslocações para perto de casa através do concurso interno. A Fenprof acusa opções administrativas de transferirem necessidades para outros grupos.
A entidade defende a integração desses docentes nas necessidades de PLNM e a criação de grupos disciplinares no 2.º ciclo que integrem Português, Inglês e História e Geografia de Portugal, para que os professores possam escolher a área de atuação conforme a formação.
A Fenprof solicita ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação soluções rápidas para reparar o que considera uma injustiça com décadas de persistência. O ministério não respondeu até ao momento.
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