O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, saudou o anúncio da subconcessão da Linha de Cascais anunciado pelo primeiro-ministro. Em declarações à Lusa, destacou que a medida aproxima a gestão da linha da realidade dos passageiros e defendeu a gratuitidade para quem vive, trabalha ou estuda no concelho.
A autarquia entende que a Linha de Cascais cruza Cascais, Oeiras e Lisboa, pelo que é fundamental que os municípios envolvidos tenham voz nos termos da futura concessão. A prioridade apresentada é fortalecer a mobilidade enquanto serviço público essencial e promover o uso do transporte público.
Piteira Lopes reiterou a ideia de ligar o processo de subconcessão a uma melhoria do serviço, com integração nos sistemas de transportes já com tarifa gratuita de autocarros em Cascais. O objetivo é aumentar a frequência, a qualidade e a intermodalidade com o transporte rodoviário.
A pedido de maior eficiência, o presidente da Câmara reforçou que a decisão deve respeitar a gestão municipal próxima, avaliando modelos público, municipal ou privado pelos resultados entregues. A linha atravessa três municípios, com alinhamento entre Cascais, Oeiras e Lisboa.
Antes das eleições autárquicas de 2025, os chefes das câmaras de Cascais, Oeiras e Lisboa já manifestaram disponibilidade para assumir a gestão da linha, caso haja subconcessão. O foco é otimizar o controlo local da operação entre Cascais e Carcavelos.
A Câmara de Cascais aponta que a requalificação em curso deve terminar até ao final de 2026, com novas carruagens a entrar após a conclusão das obras. A melhoria da linha visa aumentar a pontualidade e a interoperabilidade com o transporte rodoviário.
Concessão e gratuidadde
A autarquia avança que a história de concessão não está encerrada, mas o anúncio já representa um avanço significativo para a visão estratégica defendida. A prioridade continua a melhorar a qualidade do serviço e atrair mais utilizadores para o comboio.
Próximos passos
Piteira Lopes expressou expectativa de que o processo de subconcessão se desenvolva rapidamente, procurando assegurar a gestão operacional e comercial da linha, incluindo as estações. A comunicação entre os municípios deverá orientar os termos da futura concessão.
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