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Presidente da autarquia elogia subconcessão ferroviária e defende gratuitidade

Autarquia de Cascais vê na subconcessão da Linha de Cascais uma oportunidade de mobilidade integrada e gratuidade para quem trabalha, vive ou estuda no concelho

Linha de Cascais
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  • O presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes (PSD), saudou a subconcessão da Linha de Cascais, anunciada pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, e defendeu a gratuitidade para quem trabalha, vive ou estuda no concelho.
  • A linha passa por Cascais, Oeiras e Lisboa, e o autarca quer que os três municípios tenham voz nos termos da futura concessão, para melhorar a mobilidade e aproximar a gestão dos passageiros.
  • Lopes pretende que o serviço seja cada vez mais integrado com o transporte público gratuito de autocarros em Cascais, mantendo a gratuitidade para os munícipes da linha.
  • A prioridade é ter decisão mais próxima dos municípios, avaliando se o modelo é público, municipal ou privado, consoante os resultados e a qualidade do serviço.
  • A requalificação da Linha de Cascais está em curso, com conclusão prevista até ao final de 2026, e as novas carruagens devem chegar após essa conclusão; Cascais pretende também assumir a gestão operacional e comercial da linha.

O presidente da Câmara Municipal de Cascais, Nuno Piteira Lopes, saudou o anúncio da subconcessão da Linha de Cascais anunciado pelo primeiro-ministro. Em declarações à Lusa, destacou que a medida aproxima a gestão da linha da realidade dos passageiros e defendeu a gratuitidade para quem vive, trabalha ou estuda no concelho.

A autarquia entende que a Linha de Cascais cruza Cascais, Oeiras e Lisboa, pelo que é fundamental que os municípios envolvidos tenham voz nos termos da futura concessão. A prioridade apresentada é fortalecer a mobilidade enquanto serviço público essencial e promover o uso do transporte público.

Piteira Lopes reiterou a ideia de ligar o processo de subconcessão a uma melhoria do serviço, com integração nos sistemas de transportes já com tarifa gratuita de autocarros em Cascais. O objetivo é aumentar a frequência, a qualidade e a intermodalidade com o transporte rodoviário.

A pedido de maior eficiência, o presidente da Câmara reforçou que a decisão deve respeitar a gestão municipal próxima, avaliando modelos público, municipal ou privado pelos resultados entregues. A linha atravessa três municípios, com alinhamento entre Cascais, Oeiras e Lisboa.

Antes das eleições autárquicas de 2025, os chefes das câmaras de Cascais, Oeiras e Lisboa já manifestaram disponibilidade para assumir a gestão da linha, caso haja subconcessão. O foco é otimizar o controlo local da operação entre Cascais e Carcavelos.

A Câmara de Cascais aponta que a requalificação em curso deve terminar até ao final de 2026, com novas carruagens a entrar após a conclusão das obras. A melhoria da linha visa aumentar a pontualidade e a interoperabilidade com o transporte rodoviário.

Concessão e gratuidadde

A autarquia avança que a história de concessão não está encerrada, mas o anúncio já representa um avanço significativo para a visão estratégica defendida. A prioridade continua a melhorar a qualidade do serviço e atrair mais utilizadores para o comboio.

Próximos passos

Piteira Lopes expressou expectativa de que o processo de subconcessão se desenvolva rapidamente, procurando assegurar a gestão operacional e comercial da linha, incluindo as estações. A comunicação entre os municípios deverá orientar os termos da futura concessão.

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