- Um inquérito com 1.200 portugueses, promovido pela Comunidade Israelita de Lisboa, revela que Portugal é tolerante, mas persistem discriminações étnicas contra ciganos, sul-asiáticos e muçulmanos.
- Essas comunidades são apontadas como as que menos contribuem para o desenvolvimento do país, e também as que mais sofrem discriminação.
- Sobre os judeus, quase metade admite reconhecer o seu contributo para Portugal, mas apenas 3% afirmam conhecer bem a comunidade; 47% dizem que os acontecimentos em Israel influenciam a imagem dos judeus.
- O estudo mostra ainda que 19% nunca ouviram falar de antisemitismo e 40% não reconhecem o termo como hostilidade ou preconceito contra judeus; 40% desconhecem o termo sionismo.
- O inquérito indica que 68% dos inquiridos se sentem confortáveis a conviver com pessoas de culturas/religões diferentes, e 92% defendem a diversidade desde que respeitados os valores fundamentais, com perceções neutras na maioria, mas variações positivas para ucranianos e negativas para ciganos, muçulmanos e africanos.
O Portugal é visto como uma sociedade aberta à convivência entre culturas, mas persiste discriminação étnica e contra estrangeiros. O estudo identifica ciganos, pessoas do sul da Ásia e muçulmanos entre as comunidades menos contribuidoras para o país, segundo os participantes.
O inquérito foi realizado pela Comunidade Israelita de Lisboa junto de 1200 portugueses. O objetivo foi perceber como a população encara a comunidade judaica e outras comunidades presentes em Portugal, incluindo ciganos, muçulmanos, brasileiros e africanos.
A pesquisa decorreu entre maio e junho deste ano. De acordo com os dados, quase metade considera positivo o contributo dos judeus para o desenvolvimento do país, enquanto 3% afirma conhecer bem a comunidade judaica.
Perceção, conhecimento e discriminação
Quase metade dos inquiridos admite que os acontecimentos em Israel influenciam a imagem dos judeus em Portugal. Embora a maioria declare já ter ouvido falar de antissemitismo, 19% nunca ouviu o termo e apenas 40% o associa a hostilidade ou preconceito contra judeus.
Relativamente ao termo sionismo, 40% dos participantes afirma não conhecer o conceito. Cerca de 68% dizem sentir-se confortáveis em conviver com pessoas de culturas ou religiões diferentes, e 92% defendem a aceitação da diversidade, desde que respeitados os valores fundamentais.
Entre os respondentes, a perceção é neutra na maior parte dos casos, mas variada consoante a comunidade. Grupos como ucranianos são vistos de forma mais positiva, enquanto ciganos, muçulmanos e africanos recebem avaliações menos favoráveis.
Entre na conversa da comunidade