- O jornal A Mensagem de Lisboa, criado há cinco anos, tornou-se na voz de uma cidade desigual.
- Tem apostado na proximidade como forma de combater o pessimismo e vai organizar o Festival de Histórias Verdadeiras, no Centro Cultural de Belém (CCB), no próximo fim-de-semana.
- O diagnóstico sobre gentrificação e turistificação de Lisboa tem vindo a agravar-se nos últimos cinco anos.
- A hipervalorização imobiliária tem levado famílias e instituições a sair da cidade, abrindo espaço para quem tem maior poder financeiro.
A Mensagem de Lisboa consolidou-se, ao longo de cinco anos, como a voz otimista de uma cidade marcada por desigualdades. O jornal centrado na vida comunitária da capital aposta na proximidade para combater o pessimismo e manter o pulso da cidade ativo.
No próximo fim de semana, organiza no Centro Cultural de Belém (CCB) o Festival de Histórias Verdadeiras, uma iniciativa que visa aproximar a comunidade através de relatos locais. O evento surge como parte de uma estratégia editorial orientada para o cotidiano das famílias e das instituições que resistem à marginalização.
A missão da publicação é mostrar perspetivas de quem vive bem perto dos problemas, destacando ações locais, redes de apoio e iniciativas cívicas. A organização sublinha que a proximidade é ferramenta para compreender dinâmicas urbanas e contrabalançar visões generalistas sobre Lisboa.
Contexto socioeconómico recente é marcado por um processo de gentrificação e turistificação que ganhou evidência nos últimos cinco anos. A hipervalorização de imóveis tem levado famílias a sair da cidade e altera a composição social e institucional de Lisboa, com impactos na vida comunitária e nos serviços locais.
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