- O fim da bazuca europeia financiada pelo PRR termina em agosto, deixando dois mil trabalhadores públicos em risco de perder o emprego.
- A FNSTFPS estima que cerca de dois mil funcionários estejam com o futuro incerto.
- O tema é debatido no Parlamento nesta quinta-feira.
- O dirigente Joaquim Ribeiro afirma que não aceitam despedimentos de trabalhadores com funções permanentes e que pedidos de reunião ao Governo não tiveram resposta.
- A federação tem promovido greves e manifestações, e o coordenador Sebastião Santana diz que estão a avaliar novas formas de luta.
Os trabalhadores contratados ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para organismos públicos correm o risco de perder o emprego com o fim da bazuca europeia, cuja execução termina em agosto. A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais (FNSTFPS) estima que existam cerca de dois mil funcionários neste cenário.
O tema é debatido esta quinta-feira no Parlamento, com a presença de representantes sindicais e responsáveis governamentais. A avaliação é de que a cadência de contratações associadas ao PRR ficará sem suporte financeiro após agosto.
“Não aceitamos o despedimento de trabalhadores que exercem funções permanentes”, afirmou o dirigente Joaquim Ribeiro. Os pedidos de reunião ao Governo não tiveram resposta, segundo a FNSTFPS, aumentando a tensão entre trabalhadores e administração pública.
A incerteza levou o sindicato a promover greves e manifestações nos últimos meses. Sebastião Santana, coordenador da federação, admite que estão a ser avaliadas novas formas de luta para defender os empregos permanentes.
Contexto e perspetivas
A federação salienta que a possível perda de ocupação afetaria serviços públicos essenciais. O debate parlamentar deverá esclarecer planos do Governo para a continuidade de funções que dependem de fundos europeus até ao fim do período de vigência do PRR.
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