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Prestações sociais: fraude não explica 159 milhões pagos indevidamente

A maior parte dos 159 milhões pagos indevidamente resulta de atrasos e atualização de informações, não de fraude, diz o ministério

Ministra Maria do Rosário Palma Ramalho: “Temos neste momento 159 milhões de pagamentos indevidos de prestações sociais, alguns decorrentes de fraude”
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  • O Governo admite que 159 milhões de euros pagos indevidamente em prestações sociais não se devem, na maioria, a fraude, mas a atrasos na comunicação de factos e atualização de informação.
  • Cerca de 142,4 milhões de euros, isto é 90% do total, já foram pagos ou regularizados pelo Estado.
  • O montante diz respeito ao período entre janeiro de 2024 e junho de 2025 e inclui o Rendimento Social de Inserção, uma das prestações a integrar na Prestação Social Única (PSU).
  • A maior fatia dos pagamentos indevidos ocorreu nas prestações de desemprego, com cerca de 71 milhões de euros, seguidas pelo RSI (29,5 milhões) e por prestações familiares (20,2 milhões).
  • A PSU visa fundir vários apoios, e impõe condições mais restritivas de acesso, com exigências de emprego ou formação, inscrição no centro de emprego e disponibilidade para atividade de solidariedade social até 15 horas por semana.

Entre os valores anunciados, 159 milhões de euros pagos indevidamente em prestações sociais não correspondem, na maioria, a fraude. O esclarecimento parte do ministério da área, após declaração da ministra no Parlamento.

A maior parte desses pagamentos indevidos resulta de atrasos na comunicação de factos, atualizações de informação e limitações dos processos administrativos. Cerca de 142,4 milhões já foram pagos ou regularizados, equivalentes a 90% do total.

O montante refere-se ao período entre janeiro de 2024 e junho de 2025 e inclui o Rendimento Social de Inserção, uma das prestações a integrar na nova Prestação Social Única (PSU). A afirmação surgiu após a intervenção parlamentar.

Na prática, o ministério ressalva que “pagamento indevido e fraude não são conceitos equivalentes”, destacando uma realidade mais complexa do que a visão comum. A maior parte resulta de informação incompleta à data do pagamento.

O maior peso financeiro recai sobre as prestações de desemprego, com cerca de 71 milhões de euros. Seguem-se o RSI, com 29,5 milhões, e as prestações familiares, com 20,2 milhões.

A PSU pretende fundir vários apoios, incluindo RSI e o Complemento Solidário para Idosos, num apoio em média de 216 euros. O objetivo é simplificar o conjunto de prestações para quem reúne as condições.

Especialistas alertam para o impacto das novas condições de acesso à PSU, mais restritivas que as atuais exigidas para o subsídio de desemprego, entre outras regras aplicáveis ao requerente e ao agregado.

Para além das condições gerais de rendimento, o diploma impõe requisitos específicos, como inscrição no centro de emprego, disponibilidade para emprego ou formação, e atividade de solidariedade social até 15 horas por semana.

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